
O chef angolano Octávio Neto considera que a gastronomia nacional ainda enfrenta o desafio de afirmar uma identidade própria e de se tornar um dos principais cartões de visita de Angola. A reflexão foi partilhada durante uma conversa no Podcast Taça Cheia, apresentado pelo Jornalista Sebastião Vemba, em que abordou o projecto Ritmos e Sabores, a formação de novos profissionais, a valorização dos produtos locais e o potencial da cozinha angolana para impulsionar o turismo.
Criado como um espaço de convívio, aprendizagem e experimentação culinária, o Ritmos e Sabores funciona simultaneamente como restaurante, centro de formação e laboratório gastronómico. Segundo Octávio Neto, o projeto nasceu com o objectivo de proporcionar uma experiência de comida caseira e de conforto, ao mesmo tempo que prepara jovens para os desafios do sector.
A formação de recursos humanos continua a ser uma das suas principais preocupações. O chef defende uma aprendizagem assente na prática e na disciplina, acreditando que o desenvolvimento da gastronomia angolana depende da criação de profissionais qualificados e comprometidos com a excelência.
Durante a conversa, destacou ainda a necessidade de valorizar a cozinha nacional e de construir uma oferta gastronómica capaz de transmitir a identidade cultural do país. Na sua perspectiva, Angola dispõe de uma riqueza culinária significativa, mas ainda são poucos os espaços que oferecem aos visitantes uma experiência completa que combine gastronomia, tradição e cultura.
A experiência internacional reforçou esta visão. Octávio Neto recordou a sua participação numa Exposição Mundial realizada no Japão, onde representou Angola através de pratos emblemáticos como o funge e o calulu. O reconhecimento recebido demonstrou-lhe que a gastronomia angolana possui potencial para conquistar públicos internacionais quando é apresentada com autenticidade e qualidade.
O chef destacou igualmente as lições retiradas da cultura gastronómica japonesa, sobretudo na forma como a comida de rua é valorizada e integrada na identidade do país. Para Octávio Neto, Angola deve olhar para as suas próprias tradições culinárias como um património capaz de atrair visitantes e fortalecer o turismo.
Outro dos temas abordados foi a sustentabilidade alimentar. O chef manifestou preocupação com o desperdício e com a reduzida valorização de várias frutas nacionais, defendendo um maior aproveitamento de productos como a pitanga, a jinguenga e outras espécies locais. Na sua opinião, a diversificação do uso destes recursos pode contribuir para uma gastronomia mais sustentável e para a dinamização da produção nacional.
Para Octávio Neto, o futuro da gastronomia angolana passa pela formação de novos profissionais, pela valorização dos ingredientes locais e pela preservação das tradições culinárias. Só assim, considera, será possível transformar a cozinha nacional num verdadeiro elemento de afirmação cultural e turística de Angola.
O chef angolano Octávio Neto considera que a gastronomia nacional ainda enfrenta o desafio de afirmar uma identidade própria e de se tornar um dos principais cartões de visita de Angola. A reflexão foi partilhada durante uma conversa no Podcast Taça Cheia, apresentado pelo Jornalista Sebastião Vemba, em que abordou o projecto Ritmos e Sabores, a formação de novos profissionais, a valorização dos produtos locais e o potencial da cozinha angolana para impulsionar o turismo.
Criado como um espaço de convívio, aprendizagem e experimentação culinária, o Ritmos e Sabores funciona simultaneamente como restaurante, centro de formação e laboratório gastronómico. Segundo Octávio Neto, o projeto nasceu com o objectivo de proporcionar uma experiência de comida caseira e de conforto, ao mesmo tempo que prepara jovens para os desafios do sector.
A formação de recursos humanos continua a ser uma das suas principais preocupações. O chef defende uma aprendizagem assente na prática e na disciplina, acreditando que o desenvolvimento da gastronomia angolana depende da criação de profissionais qualificados e comprometidos com a excelência.
Durante a conversa, destacou ainda a necessidade de valorizar a cozinha nacional e de construir uma oferta gastronómica capaz de transmitir a identidade cultural do país. Na sua perspectiva, Angola dispõe de uma riqueza culinária significativa, mas ainda são poucos os espaços que oferecem aos visitantes uma experiência completa que combine gastronomia, tradição e cultura.
A experiência internacional reforçou esta visão. Octávio Neto recordou a sua participação numa Exposição Mundial realizada no Japão, onde representou Angola através de pratos emblemáticos como o funge e o calulu. O reconhecimento recebido demonstrou-lhe que a gastronomia angolana possui potencial para conquistar públicos internacionais quando é apresentada com autenticidade e qualidade.
O chef destacou igualmente as lições retiradas da cultura gastronómica japonesa, sobretudo na forma como a comida de rua é valorizada e integrada na identidade do país. Para Octávio Neto, Angola deve olhar para as suas próprias tradições culinárias como um património capaz de atrair visitantes e fortalecer o turismo.
Outro dos temas abordados foi a sustentabilidade alimentar. O chef manifestou preocupação com o desperdício e com a reduzida valorização de várias frutas nacionais, defendendo um maior aproveitamento de productos como a pitanga, a jinguenga e outras espécies locais. Na sua opinião, a diversificação do uso destes recursos pode contribuir para uma gastronomia mais sustentável e para a dinamização da produção nacional.
Para Octávio Neto, o futuro da gastronomia angolana passa pela formação de novos profissionais, pela valorização dos ingredientes locais e pela preservação das tradições culinárias. Só assim, considera, será possível transformar a cozinha nacional num verdadeiro elemento de afirmação cultural e turística de Angola.