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Morre Nanutu, mestre do saxofone que marcou gerações da música angolana

Morre Nanutu, mestre do saxofone que marcou gerações da música angolana
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O artista angolano António Manuel Fernandes, conhecido artisticamente como Nanutu, uma das figuras mais marcantes da música instrumental em Angola, morreu nesta sexta-feira, 15 de Maio, em Luanda. A informação foi inicialmente partilhada nas redes sociais por personalidades ligadas ao sector cultural, entre elas o radialista Almir Agria, gerando uma onda de consternação entre artistas e admiradores.

Natural do bairro do Sambizanga, em Luanda, Nanutu nasceu em 1957 e construiu uma carreira de mais de cinco décadas dedicada à valorização da música instrumental angolana. Antes de adoptar o nome artístico que o tornou célebre, era tratado por “Nandinho”, alcunha atribuída por David Zé, uma das figuras que mais influenciou o início da sua trajectória artística.

Sem confirmação oficial sobre a causa da morte, o desaparecimento do músico representa uma perda profunda para a cultura nacional, sobretudo para o universo do jazz, semba e da fusão instrumental em Angola. Nanutu era amplamente reconhecido como um dos saxofonistas mais talentosos do país, destacando-se pela forma singular como incorporava ritmos tradicionais angolanos nas suas composições, aproximando o saxofone de sonoridades populares e urbanas.

Ao longo da carreira, o artista lançou uma discografia consistente e respeitada, com álbuns como Gato Vijú, lançado em 2021, além de Ximbika (2012), Bisa (2009), Luandei (2005), Kizofado (2000) e Marés (1996). As suas obras tornaram-se referências para músicos e apreciadores da música instrumental africana.

Em 2024, Nanutu celebrou 50 anos de carreira, um marco que consolidou o seu estatuto como uma das figuras mais emblemáticas do saxofone em Angola. O músico continuava activo, participando em eventos culturais, concertos e projectos de promoção da música instrumental, sendo frequentemente citado como inspiração para novas gerações de artistas.

Colegas de profissão, admiradores e personalidades da cultura começaram a manifestar pesar nas redes sociais, destacando o legado deixado pelo artista. Muitos recordam Nanutu como um defensor persistente da música instrumental angolana, alguém que ajudou a manter vivo o protagonismo do saxofone num mercado dominado por outros estilos mais comerciais.

A partida de Nanutu encerra um capítulo importante da história da música angolana, mas deixa um legado artístico incontornável. A sua obra permanece como testemunho de talento, resistência cultural e amor pela arte, numa carreira que atravessou gerações e elevou o nome de Angola nos palcos da música instrumental africana.

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Marcelino Vasconcelos

O artista angolano António Manuel Fernandes, conhecido artisticamente como Nanutu, uma das figuras mais marcantes da música instrumental em Angola, morreu nesta sexta-feira, 15 de Maio, em Luanda. A informação foi inicialmente partilhada nas redes sociais por personalidades ligadas ao sector cultural, entre elas o radialista Almir Agria, gerando uma onda de consternação entre artistas e admiradores.

Natural do bairro do Sambizanga, em Luanda, Nanutu nasceu em 1957 e construiu uma carreira de mais de cinco décadas dedicada à valorização da música instrumental angolana. Antes de adoptar o nome artístico que o tornou célebre, era tratado por “Nandinho”, alcunha atribuída por David Zé, uma das figuras que mais influenciou o início da sua trajectória artística.

Sem confirmação oficial sobre a causa da morte, o desaparecimento do músico representa uma perda profunda para a cultura nacional, sobretudo para o universo do jazz, semba e da fusão instrumental em Angola. Nanutu era amplamente reconhecido como um dos saxofonistas mais talentosos do país, destacando-se pela forma singular como incorporava ritmos tradicionais angolanos nas suas composições, aproximando o saxofone de sonoridades populares e urbanas.

Ao longo da carreira, o artista lançou uma discografia consistente e respeitada, com álbuns como Gato Vijú, lançado em 2021, além de Ximbika (2012), Bisa (2009), Luandei (2005), Kizofado (2000) e Marés (1996). As suas obras tornaram-se referências para músicos e apreciadores da música instrumental africana.

Em 2024, Nanutu celebrou 50 anos de carreira, um marco que consolidou o seu estatuto como uma das figuras mais emblemáticas do saxofone em Angola. O músico continuava activo, participando em eventos culturais, concertos e projectos de promoção da música instrumental, sendo frequentemente citado como inspiração para novas gerações de artistas.

Colegas de profissão, admiradores e personalidades da cultura começaram a manifestar pesar nas redes sociais, destacando o legado deixado pelo artista. Muitos recordam Nanutu como um defensor persistente da música instrumental angolana, alguém que ajudou a manter vivo o protagonismo do saxofone num mercado dominado por outros estilos mais comerciais.

A partida de Nanutu encerra um capítulo importante da história da música angolana, mas deixa um legado artístico incontornável. A sua obra permanece como testemunho de talento, resistência cultural e amor pela arte, numa carreira que atravessou gerações e elevou o nome de Angola nos palcos da música instrumental africana.

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