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SIC desmente rumores sobre desaparecimento de órgãos genitais e alerta para perigos da desinformação nas redes sociais

SIC desmente rumores sobre desaparecimento de órgãos genitais e alerta para perigos da desinformação nas redes sociais
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O Serviço de Investigação Criminal (SIC) esclareceu, esta quinta-feira, 14 de Maio, em Luanda, os rumores que circulam nas redes sociais sobre supostos casos de desaparecimento de órgãos genitais em várias províncias do país. A instituição garantiu que os relatos divulgados foram submetidos a investigação técnica e exames médico-legais, não tendo sido confirmada qualquer evidência que sustente as alegações espalhadas nas plataformas digitais.

A informação foi tornada pública através de uma nota assinada pelo director nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, superintendente-chefe Manuel Halaiwa. Segundo o comunicado, os casos reportados por cidadãos foram analisados pela Direcção de Medicina Legal, com apoio de equipas técnicas especializadas destacadas para diferentes regiões do território nacional.

De acordo com o SIC, as perícias médicas decorreram nas províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Huambo e Luanda, locais onde os rumores ganharam maior repercussão nos últimos dias. O objectivo das autoridades foi apurar a veracidade das denúncias e responder ao clima de preocupação gerado entre as populações, sobretudo após a ampla divulgação de vídeos e mensagens alarmistas nas redes sociais.

A corporação informou que os exames realizados permitiram concluir o processo de verificação dos casos comunicados pelas populações, afastando a existência de qualquer fenómeno associado ao alegado desaparecimento de órgãos genitais. O SIC sublinhou ainda que muitos conteúdos difundidos online continham informações falsas ou distorcidas, contribuindo para o aumento da tensão social em algumas comunidades.

Face à situação, o órgão afecto ao Ministério do Interior apelou ao reforço da literacia digital e da responsabilidade colectiva no consumo e partilha de conteúdos nas plataformas digitais. O SIC considera preocupante a velocidade com que mensagens de forte impacto emocional se propagam nas redes sociais, muitas vezes sem qualquer confirmação oficial, criando pânico e incentivando reacções violentas.

A instituição alertou igualmente os cidadãos para a necessidade de recorrerem às autoridades competentes sempre que surgirem situações consideradas suspeitas, evitando interpretações precipitadas ou acusações sem fundamento. Segundo o comunicado, a disseminação dos rumores provocou actos de violência em algumas localidades, incluindo agressões físicas e linchamentos contra pessoas acusadas injustamente.

Um dos casos mais graves ocorreu na província da Lunda-Norte, onde um cidadão perdeu a vida na sequência de actos de violência associados aos rumores. O SIC revelou ainda que 17 cidadãos encontram-se sob responsabilidade das autoridades por alegado envolvimento na divulgação de conteúdos falsos e em actos relacionados com desordem pública, numa altura em que decorrem diligências para o esclarecimento completo dos incidentes.

Na nota, o Serviço de Investigação Criminal reforçou o apelo à serenidade social, convivência pacífica e colaboração entre cidadãos e autoridades, sobretudo nas regiões mais afectadas pela circulação das informações falsas. O órgão defende que o combate à desinformação deve ser encarado como uma responsabilidade colectiva, essencial para preservar a segurança pública, a estabilidade social e a confiança nas instituições do Estado.

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Marcelino Vasconcelos

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) esclareceu, esta quinta-feira, 14 de Maio, em Luanda, os rumores que circulam nas redes sociais sobre supostos casos de desaparecimento de órgãos genitais em várias províncias do país. A instituição garantiu que os relatos divulgados foram submetidos a investigação técnica e exames médico-legais, não tendo sido confirmada qualquer evidência que sustente as alegações espalhadas nas plataformas digitais.

A informação foi tornada pública através de uma nota assinada pelo director nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, superintendente-chefe Manuel Halaiwa. Segundo o comunicado, os casos reportados por cidadãos foram analisados pela Direcção de Medicina Legal, com apoio de equipas técnicas especializadas destacadas para diferentes regiões do território nacional.

De acordo com o SIC, as perícias médicas decorreram nas províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Huambo e Luanda, locais onde os rumores ganharam maior repercussão nos últimos dias. O objectivo das autoridades foi apurar a veracidade das denúncias e responder ao clima de preocupação gerado entre as populações, sobretudo após a ampla divulgação de vídeos e mensagens alarmistas nas redes sociais.

A corporação informou que os exames realizados permitiram concluir o processo de verificação dos casos comunicados pelas populações, afastando a existência de qualquer fenómeno associado ao alegado desaparecimento de órgãos genitais. O SIC sublinhou ainda que muitos conteúdos difundidos online continham informações falsas ou distorcidas, contribuindo para o aumento da tensão social em algumas comunidades.

Face à situação, o órgão afecto ao Ministério do Interior apelou ao reforço da literacia digital e da responsabilidade colectiva no consumo e partilha de conteúdos nas plataformas digitais. O SIC considera preocupante a velocidade com que mensagens de forte impacto emocional se propagam nas redes sociais, muitas vezes sem qualquer confirmação oficial, criando pânico e incentivando reacções violentas.

A instituição alertou igualmente os cidadãos para a necessidade de recorrerem às autoridades competentes sempre que surgirem situações consideradas suspeitas, evitando interpretações precipitadas ou acusações sem fundamento. Segundo o comunicado, a disseminação dos rumores provocou actos de violência em algumas localidades, incluindo agressões físicas e linchamentos contra pessoas acusadas injustamente.

Um dos casos mais graves ocorreu na província da Lunda-Norte, onde um cidadão perdeu a vida na sequência de actos de violência associados aos rumores. O SIC revelou ainda que 17 cidadãos encontram-se sob responsabilidade das autoridades por alegado envolvimento na divulgação de conteúdos falsos e em actos relacionados com desordem pública, numa altura em que decorrem diligências para o esclarecimento completo dos incidentes.

Na nota, o Serviço de Investigação Criminal reforçou o apelo à serenidade social, convivência pacífica e colaboração entre cidadãos e autoridades, sobretudo nas regiões mais afectadas pela circulação das informações falsas. O órgão defende que o combate à desinformação deve ser encarado como uma responsabilidade colectiva, essencial para preservar a segurança pública, a estabilidade social e a confiança nas instituições do Estado.

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