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Jovem angolano transforma residência em escola e devolve esperança a 120 crianças

Jovem angolano transforma residência em escola e devolve esperança a 120 crianças
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Marcelino Vasconcelos

No momento em que Angola assinala o Dia 14 da Juventude, uma história de coragem e solidariedade emerge no Município de Belas, Bairro Mundial, Boa Esperança. A equipa de reportagem da ONgoma News visitou as instalações da instituição Lírio da Suzana, um projecto social em ascensão liderado pelo jovem António Mateus Figueira, de 36 anos.

Movido pelo desejo de transformar vidas, António tomou uma decisão incomum: cedeu cerca de 90% da sua própria residência para criar um espaço de aprendizagem destinado a crianças fora do sistema de ensino. A iniciativa nasceu da constatação das dificuldades enfrentadas por muitos encarregados de educação, sobretudo diante dos elevados custos das escolas privadas.

“O que me motivou foi ver crianças sem acesso à escola. Muitos pais não conseguem suportar as propinas, então senti que precisava fazer algo”, explicou.

O início foi marcado por enormes desafios. Sem recursos, as aulas aconteciam em condições precárias, com alunos sentados no chão. Ainda assim, a persistência falou mais alto. Hoje, o espaço funciona simultaneamente como escola e habitação, acolhendo cerca de 120 crianças que, graças ao projecto, já têm acesso à alfabetização.

Apesar do impacto positivo, António admite que o caminho tem sido difícil. “Já pensei em desistir várias vezes. As dificuldades são muitas, desde a falta de carteiras até à própria estrutura. Mas ver estas crianças a aprender a ler e escrever dá-me força para continuar”, desabafou.

Sem qualquer apoio institucional ou financeiro até ao momento, o jovem mantém viva a esperança de que a sua iniciativa seja reconhecida e apoiada por entidades públicas ou privadas.

“Não tenho e nunca tive apoio. Mas acredito que, pela graça de Deus, alguém de boa fé possa olhar para este projecto e ajudar-nos a crescer”, apelou.

Num país onde a juventude é frequentemente chamada a ser agente de mudança, a história de António Mateus Figueira destaca-se como um exemplo inspirador de resiliência, altruísmo e compromisso com o futuro de Angola.

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Marcelino Vasconcelos

No momento em que Angola assinala o Dia 14 da Juventude, uma história de coragem e solidariedade emerge no Município de Belas, Bairro Mundial, Boa Esperança. A equipa de reportagem da ONgoma News visitou as instalações da instituição Lírio da Suzana, um projecto social em ascensão liderado pelo jovem António Mateus Figueira, de 36 anos.

Movido pelo desejo de transformar vidas, António tomou uma decisão incomum: cedeu cerca de 90% da sua própria residência para criar um espaço de aprendizagem destinado a crianças fora do sistema de ensino. A iniciativa nasceu da constatação das dificuldades enfrentadas por muitos encarregados de educação, sobretudo diante dos elevados custos das escolas privadas.

“O que me motivou foi ver crianças sem acesso à escola. Muitos pais não conseguem suportar as propinas, então senti que precisava fazer algo”, explicou.

O início foi marcado por enormes desafios. Sem recursos, as aulas aconteciam em condições precárias, com alunos sentados no chão. Ainda assim, a persistência falou mais alto. Hoje, o espaço funciona simultaneamente como escola e habitação, acolhendo cerca de 120 crianças que, graças ao projecto, já têm acesso à alfabetização.

Apesar do impacto positivo, António admite que o caminho tem sido difícil. “Já pensei em desistir várias vezes. As dificuldades são muitas, desde a falta de carteiras até à própria estrutura. Mas ver estas crianças a aprender a ler e escrever dá-me força para continuar”, desabafou.

Sem qualquer apoio institucional ou financeiro até ao momento, o jovem mantém viva a esperança de que a sua iniciativa seja reconhecida e apoiada por entidades públicas ou privadas.

“Não tenho e nunca tive apoio. Mas acredito que, pela graça de Deus, alguém de boa fé possa olhar para este projecto e ajudar-nos a crescer”, apelou.

Num país onde a juventude é frequentemente chamada a ser agente de mudança, a história de António Mateus Figueira destaca-se como um exemplo inspirador de resiliência, altruísmo e compromisso com o futuro de Angola.

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