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Gingas do Maculusso: quatro décadas a cantar a alma de Angola

Gingas do Maculusso: quatro décadas a cantar a alma de Angola
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Falar das Gingas do Maculusso é falar de uma das mais emblemáticas expressões da música popular angolana das últimas décadas. Nascido em 1983, no histórico bairro do Maculusso, em Luanda, o grupo feminino tornou-se uma referência incontornável da cultura nacional, preservando e divulgando ritmos, histórias e valores profundamente ligados à identidade angolana.

A história das Gingas do Maculusso começou no âmbito do projecto Avilupa Kuimbila, coordenado por Rosa Roque, que viria a tornar-se mentora, principal compositora e figura central do grupo. Foi também Rosa Roque quem identificou o potencial artístico das jovens que dariam voz a um dos conjuntos mais marcantes da música angolana.

A formação inicial era composta por Celma Miguel, Gersy Pegado, Georgina Stela, Maria João, Paula Daniela e Patrícia Faria. Ainda crianças, estrearam-se num programa infantil da Rádio Nacional de Angola, dando os primeiros passos de uma caminhada que atravessaria gerações.

Ao longo dos anos, as Gingas do Maculusso conquistaram o público com uma proposta musical assente na valorização da tradição angolana. As suas canções destacam-se pela fusão entre ritmos tradicionais, harmonias vocais e mensagens que celebram a africanidade, a mulher angolana e os valores culturais do país.

Entre os trabalhos mais relevantes da sua discografia encontram-se os álbuns Mbanza Luanda (1996), Malanje – Natureza & Ritmos (1997), Xiyami (1999), Muenhu (2003), Luachimo (2008) e O Melhor das Gingas do Maculusso (2021), uma colectânea que reúne alguns dos temas mais marcantes da sua carreira.

Canções como Filha de África e Canta Não Chora ajudaram a consolidar a popularidade do grupo, transformando-se em verdadeiros símbolos da música angolana contemporânea.

Após um período de interregno entre 2007 e 2019, o grupo regressou aos palcos. Um reencontro que chegou a ser planeado para reunir todas as antigas integrantes acabou por ser adiado devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Ainda assim, as Gingas retomaram a actividade artística e voltaram a aproximar-se do público.

Em 2020, o grupo marcou o seu regresso com uma participação de destaque no programa televisivo Live no Cúbico. No mesmo ano, recebeu o Prémio de Melhor Grupo de Música Moderna/Tradicional nos Prémios Globo Zap, um reconhecimento da relevância e longevidade do seu percurso artístico.

Actualmente, a formação integra Celma Miguel, Gersy Pegado e Georgina Stela, que continuam a levar aos palcos o legado construído ao longo de mais de quarenta anos. Em 2024, as artistas voltaram a demonstrar a força da sua ligação ao público ao esgotarem a sala do Centro de Conferências de Belas, em Luanda, durante o concerto comemorativo dos 40 anos do grupo.

Mais do que um conjunto musical, as Gingas do Maculusso tornaram-se um símbolo da angolanidade. Através das suas vozes, gerações de angolanos encontraram um espelho da sua cultura, das suas raízes e da riqueza das tradições nacionais. Quatro décadas depois da sua criação, o grupo continua a ocupar um lugar de destaque na história da música angolana.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

Falar das Gingas do Maculusso é falar de uma das mais emblemáticas expressões da música popular angolana das últimas décadas. Nascido em 1983, no histórico bairro do Maculusso, em Luanda, o grupo feminino tornou-se uma referência incontornável da cultura nacional, preservando e divulgando ritmos, histórias e valores profundamente ligados à identidade angolana.

A história das Gingas do Maculusso começou no âmbito do projecto Avilupa Kuimbila, coordenado por Rosa Roque, que viria a tornar-se mentora, principal compositora e figura central do grupo. Foi também Rosa Roque quem identificou o potencial artístico das jovens que dariam voz a um dos conjuntos mais marcantes da música angolana.

A formação inicial era composta por Celma Miguel, Gersy Pegado, Georgina Stela, Maria João, Paula Daniela e Patrícia Faria. Ainda crianças, estrearam-se num programa infantil da Rádio Nacional de Angola, dando os primeiros passos de uma caminhada que atravessaria gerações.

Ao longo dos anos, as Gingas do Maculusso conquistaram o público com uma proposta musical assente na valorização da tradição angolana. As suas canções destacam-se pela fusão entre ritmos tradicionais, harmonias vocais e mensagens que celebram a africanidade, a mulher angolana e os valores culturais do país.

Entre os trabalhos mais relevantes da sua discografia encontram-se os álbuns Mbanza Luanda (1996), Malanje – Natureza & Ritmos (1997), Xiyami (1999), Muenhu (2003), Luachimo (2008) e O Melhor das Gingas do Maculusso (2021), uma colectânea que reúne alguns dos temas mais marcantes da sua carreira.

Canções como Filha de África e Canta Não Chora ajudaram a consolidar a popularidade do grupo, transformando-se em verdadeiros símbolos da música angolana contemporânea.

Após um período de interregno entre 2007 e 2019, o grupo regressou aos palcos. Um reencontro que chegou a ser planeado para reunir todas as antigas integrantes acabou por ser adiado devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Ainda assim, as Gingas retomaram a actividade artística e voltaram a aproximar-se do público.

Em 2020, o grupo marcou o seu regresso com uma participação de destaque no programa televisivo Live no Cúbico. No mesmo ano, recebeu o Prémio de Melhor Grupo de Música Moderna/Tradicional nos Prémios Globo Zap, um reconhecimento da relevância e longevidade do seu percurso artístico.

Actualmente, a formação integra Celma Miguel, Gersy Pegado e Georgina Stela, que continuam a levar aos palcos o legado construído ao longo de mais de quarenta anos. Em 2024, as artistas voltaram a demonstrar a força da sua ligação ao público ao esgotarem a sala do Centro de Conferências de Belas, em Luanda, durante o concerto comemorativo dos 40 anos do grupo.

Mais do que um conjunto musical, as Gingas do Maculusso tornaram-se um símbolo da angolanidade. Através das suas vozes, gerações de angolanos encontraram um espelho da sua cultura, das suas raízes e da riqueza das tradições nacionais. Quatro décadas depois da sua criação, o grupo continua a ocupar um lugar de destaque na história da música angolana.

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