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Francisco Destino lança obra que coloca a classe média no centro do futuro de Angola

Francisco Destino lança obra que coloca a classe média no centro do futuro de Angola
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O autor angolano Francisco Destino apresentou ao público a sua mais recente obra, “A Classe Média e o Futuro de Angola”, num evento marcado por reflexões profundas sobre o papel determinante da classe média no crescimento sustentável do país. Mais do que um livro, a obra surge como um convite directo à sociedade angolana para repensar prioridades, comportamentos e o verdadeiro significado de desenvolvimento.

Durante o discurso de abertura, o escritor destacou que abordar a classe média em Angola exige coragem, sobretudo devido às sensibilidades que o tema desperta. Segundo explicou, muitas vezes há uma interpretação distorcida das intenções por trás desse debate. Ainda assim, fez questão de sublinhar os avanços registados no país, reconhecendo o esforço colectivo rumo ao progresso, embora defenda que é preciso olhar para além dos números e perceber quem, de facto, sustenta esse crescimento.

Francisco Destino revelou que a inspiração para o livro nasceu de uma longa conversa mantida em Portugal com o economista angolano José de Lima Massano. Durante o diálogo, ambos abordaram diversos aspectos da sociedade, desde comunicação até às percepções públicas sobre o desenvolvimento. Foi nesse contexto que o autor percebeu a ausência de um elemento essencial no debate: a classe média. “Sem ela, os países podem até crescer economicamente, mas acabam por estagnar”, frisou.

Determinando-se a preencher essa lacuna, o autor iniciou imediatamente a elaboração da obra, com o objectivo de disponibilizá-la em menos de um ano. Mais do que fins comerciais, Destino afirma que o livro foi concebido como um guia prático e reflexivo para todos os angolanos, centrado não em estatísticas, mas nas pessoas que compõem o tecido social.

Ao longo da apresentação, o escritor procurou desmistificar o conceito de classe média, trazendo exemplos concretos do quotidiano. Para ele, fazem parte dessa categoria a mulher que equilibra as despesas familiares, o jovem empreendedor que luta para manter o seu negócio, ou o trabalhador que, apesar de ter emprego, enfrenta dificuldades no final do mês. Trata-se, segundo explicou, de cidadãos que vivem entre responsabilidades constantes e o esforço diário para garantir estabilidade.

O autor também destacou o papel da solidariedade social, conceito central na sociologia, como um dos pilares da sobrevivência e resistência da classe média angolana. Referiu-se a jovens que, mesmo diante das limitações típicas dos países em desenvolvimento, continuam a contribuir activamente para o progresso colectivo, apoiando familiares, comunidades e iniciativas locais.

Num tom mobilizador, Francisco Destino concluiu que todos aqueles que se identificam com esses desafios e responsabilidades fazem parte da classe média, independentemente de rótulos formais. A mensagem central da obra reforça a ideia de que o futuro de Angola passa, inevitavelmente, pelo fortalecimento desta camada social, vista como motor essencial para a estabilidade económica, coesão social e desenvolvimento sustentável do país.

Com este lançamento, o autor posiciona-se como uma das vozes que procuram impulsionar um debate mais humano e inclusivo sobre o futuro de Angola, colocando as pessoas no centro das políticas e das transformações sociais.

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Marcelino Vasconcelos

O autor angolano Francisco Destino apresentou ao público a sua mais recente obra, “A Classe Média e o Futuro de Angola”, num evento marcado por reflexões profundas sobre o papel determinante da classe média no crescimento sustentável do país. Mais do que um livro, a obra surge como um convite directo à sociedade angolana para repensar prioridades, comportamentos e o verdadeiro significado de desenvolvimento.

Durante o discurso de abertura, o escritor destacou que abordar a classe média em Angola exige coragem, sobretudo devido às sensibilidades que o tema desperta. Segundo explicou, muitas vezes há uma interpretação distorcida das intenções por trás desse debate. Ainda assim, fez questão de sublinhar os avanços registados no país, reconhecendo o esforço colectivo rumo ao progresso, embora defenda que é preciso olhar para além dos números e perceber quem, de facto, sustenta esse crescimento.

Francisco Destino revelou que a inspiração para o livro nasceu de uma longa conversa mantida em Portugal com o economista angolano José de Lima Massano. Durante o diálogo, ambos abordaram diversos aspectos da sociedade, desde comunicação até às percepções públicas sobre o desenvolvimento. Foi nesse contexto que o autor percebeu a ausência de um elemento essencial no debate: a classe média. “Sem ela, os países podem até crescer economicamente, mas acabam por estagnar”, frisou.

Determinando-se a preencher essa lacuna, o autor iniciou imediatamente a elaboração da obra, com o objectivo de disponibilizá-la em menos de um ano. Mais do que fins comerciais, Destino afirma que o livro foi concebido como um guia prático e reflexivo para todos os angolanos, centrado não em estatísticas, mas nas pessoas que compõem o tecido social.

Ao longo da apresentação, o escritor procurou desmistificar o conceito de classe média, trazendo exemplos concretos do quotidiano. Para ele, fazem parte dessa categoria a mulher que equilibra as despesas familiares, o jovem empreendedor que luta para manter o seu negócio, ou o trabalhador que, apesar de ter emprego, enfrenta dificuldades no final do mês. Trata-se, segundo explicou, de cidadãos que vivem entre responsabilidades constantes e o esforço diário para garantir estabilidade.

O autor também destacou o papel da solidariedade social, conceito central na sociologia, como um dos pilares da sobrevivência e resistência da classe média angolana. Referiu-se a jovens que, mesmo diante das limitações típicas dos países em desenvolvimento, continuam a contribuir activamente para o progresso colectivo, apoiando familiares, comunidades e iniciativas locais.

Num tom mobilizador, Francisco Destino concluiu que todos aqueles que se identificam com esses desafios e responsabilidades fazem parte da classe média, independentemente de rótulos formais. A mensagem central da obra reforça a ideia de que o futuro de Angola passa, inevitavelmente, pelo fortalecimento desta camada social, vista como motor essencial para a estabilidade económica, coesão social e desenvolvimento sustentável do país.

Com este lançamento, o autor posiciona-se como uma das vozes que procuram impulsionar um debate mais humano e inclusivo sobre o futuro de Angola, colocando as pessoas no centro das políticas e das transformações sociais.

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