
A urgência em preparar melhor os profissionais de saúde para lidar com casos de agressão física e abuso sexual marcou o tom de uma das mesas mais sensíveis do I Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança, realizado este fim-de-semana, em Luanda.
Sob o tema “Agressão física e Abuso sexual: Questões médico-legais”, especialistas defenderam o reforço da formação técnica e humana dos médicos, alertando para a complexidade destes casos muitas vezes invisíveis aos olhos clínicos mais tradicionais.
Num contexto em que o número de vítimas tem vindo a crescer no país, foi sublinhada a necessidade de respostas mais articuladas entre instituições de saúde, órgãos de justiça e estruturas sociais, de forma a garantir um apoio eficaz e digno às vítimas.
A médica e especialista em Medicina de Emergência, Irema Simões, que preside ao Conselho Científico do congresso, destacou que o abuso sexual nem sempre deixa marcas físicas evidentes, o que exige maior sensibilidade e preparação por parte dos profissionais.
“O abuso sexual nem sempre vem com lesões genitais ou outras marcas físicas explícitas, pelo que é necessário saber como detectar possíveis sinais nos pacientes. As novas tecnologias já nos permitem melhorar a atenção destes casos”, afirmou.
Para além da componente clínica, a responsável enfatizou a importância de continuar a encorajar as vítimas a denunciar, num cenário em que já se registam avanços ao nível da literacia pública e da disponibilidade de canais de denúncia.
“A nível nacional já temos números de telefones públicos e acessíveis, que têm feito aumentar as queixas. Também vemos o aumento da literacia sobre este tema, com o apoio das televisões, das rádios e da internet”, acrescentou.
O debate integrou um conjunto mais amplo de reflexões promovidas durante o congresso, que reuniu mais de mil participantes, incluindo cerca de 200 oradores nacionais e internacionais, num esforço colectivo para elevar os padrões da prática clínica em Angola.
Mais do que um diagnóstico, o encontro deixou um alerta claro: combater o abuso sexual exige não apenas leis e estruturas, mas também profissionais preparados para ouvir, reconhecer e agir mesmo quando o silêncio parece esconder tudo.
A urgência em preparar melhor os profissionais de saúde para lidar com casos de agressão física e abuso sexual marcou o tom de uma das mesas mais sensíveis do I Congresso Científico da Clínica Sagrada Esperança, realizado este fim-de-semana, em Luanda.
Sob o tema “Agressão física e Abuso sexual: Questões médico-legais”, especialistas defenderam o reforço da formação técnica e humana dos médicos, alertando para a complexidade destes casos muitas vezes invisíveis aos olhos clínicos mais tradicionais.
Num contexto em que o número de vítimas tem vindo a crescer no país, foi sublinhada a necessidade de respostas mais articuladas entre instituições de saúde, órgãos de justiça e estruturas sociais, de forma a garantir um apoio eficaz e digno às vítimas.
A médica e especialista em Medicina de Emergência, Irema Simões, que preside ao Conselho Científico do congresso, destacou que o abuso sexual nem sempre deixa marcas físicas evidentes, o que exige maior sensibilidade e preparação por parte dos profissionais.
“O abuso sexual nem sempre vem com lesões genitais ou outras marcas físicas explícitas, pelo que é necessário saber como detectar possíveis sinais nos pacientes. As novas tecnologias já nos permitem melhorar a atenção destes casos”, afirmou.
Para além da componente clínica, a responsável enfatizou a importância de continuar a encorajar as vítimas a denunciar, num cenário em que já se registam avanços ao nível da literacia pública e da disponibilidade de canais de denúncia.
“A nível nacional já temos números de telefones públicos e acessíveis, que têm feito aumentar as queixas. Também vemos o aumento da literacia sobre este tema, com o apoio das televisões, das rádios e da internet”, acrescentou.
O debate integrou um conjunto mais amplo de reflexões promovidas durante o congresso, que reuniu mais de mil participantes, incluindo cerca de 200 oradores nacionais e internacionais, num esforço colectivo para elevar os padrões da prática clínica em Angola.
Mais do que um diagnóstico, o encontro deixou um alerta claro: combater o abuso sexual exige não apenas leis e estruturas, mas também profissionais preparados para ouvir, reconhecer e agir mesmo quando o silêncio parece esconder tudo.