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O escritor angolano João Bernardo de Miranda regressa ao universo da ficção com o lançamento do romance “Espiritualidade na Terra dos Marimandondo”, cuja apresentação pública acontece esta quarta-feira, 06 de Maio, às 16h00, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda. A obra, editada pela NHConteúdos, promete marcar o panorama literário nacional ao propor uma reflexão profunda sobre espiritualidade, cultura e identidade africana na contemporaneidade.
Com 185 páginas, o romance apresenta uma narrativa densa e multifacetada, que procura não apenas contar uma história, mas também documentar e problematizar os desafios identitários do continente africano. A obra posiciona a literatura como um espaço privilegiado de memória colectiva e debate sociocultural, onde tradição e modernidade se confrontam e dialogam.
Estruturado em seis partes, “A Exumação do Velho Xiku”, “Matiti não é Wanga”, “Os Mortos não Fazem Mal a Ninguém”, “Quimbanda versus Quilamba”, “O Triunfo da Miscigenação Cultural” e “A Viagem de Pethelo-a-Kuma ao Futuro”, o livro constrói um mosaico narrativo que percorre práticas culturais, sistemas de crença e tensões identitárias, revelando a complexidade das sociedades africanas actuais.
A apresentação da obra estará a cargo do escritor António Quino, que destaca o carácter reflexivo e provocador do título. Segundo o apresentador, o romance desafia o leitor a revisitar conceitos enraizados e a questionar as dinâmicas culturais que moldam a identidade africana, num exercício literário que cruza tradição, espiritualidade e modernidade.
Figura incontornável das letras, da diplomacia e da vida política angolana, João Miranda construiu um percurso multifacetado ao longo de décadas. Nascido em 1953, na província do Bengo, é membro fundador de organizações como a União dos Jornalistas Angolanos (UJA), da Associação dos Juristas Angolanos (AJA) e da própria UEA, consolidando uma carreira marcada pela intervenção cívica e intelectual.
No campo literário, estreou-se em 1998 com a obra Nambuangongo, à qual se seguiram outros títulos de ficção, como Pethelo-a-Kuma e O Menino Inteligente e Hebu (2012). Mais recentemente, publicou Nova Evangelização, Precisa-se? (2021) e, em 2024, a autobiografia Percurso de um Combatente – Feitos e Testemunhos Principais, reafirmando a sua versatilidade enquanto autor.
Com este novo romance, o escritor retoma a ficção como espaço de criação e intervenção, numa altura em que a sociedade angolana e africana enfrenta profundas transformações culturais e espirituais. A organização do evento antevê um momento de forte adesão do público, marcado pelo diálogo entre escritores, académicos e leitores.
O lançamento de “Espiritualidade na Terra dos Marimandondo” surge, assim, não apenas como um acontecimento literário, mas como um convite à reflexão sobre os caminhos da espiritualidade e da identidade cultural africana no mundo contemporâneo.
O escritor angolano João Bernardo de Miranda regressa ao universo da ficção com o lançamento do romance “Espiritualidade na Terra dos Marimandondo”, cuja apresentação pública acontece esta quarta-feira, 06 de Maio, às 16h00, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda. A obra, editada pela NHConteúdos, promete marcar o panorama literário nacional ao propor uma reflexão profunda sobre espiritualidade, cultura e identidade africana na contemporaneidade.
Com 185 páginas, o romance apresenta uma narrativa densa e multifacetada, que procura não apenas contar uma história, mas também documentar e problematizar os desafios identitários do continente africano. A obra posiciona a literatura como um espaço privilegiado de memória colectiva e debate sociocultural, onde tradição e modernidade se confrontam e dialogam.
Estruturado em seis partes, “A Exumação do Velho Xiku”, “Matiti não é Wanga”, “Os Mortos não Fazem Mal a Ninguém”, “Quimbanda versus Quilamba”, “O Triunfo da Miscigenação Cultural” e “A Viagem de Pethelo-a-Kuma ao Futuro”, o livro constrói um mosaico narrativo que percorre práticas culturais, sistemas de crença e tensões identitárias, revelando a complexidade das sociedades africanas actuais.
A apresentação da obra estará a cargo do escritor António Quino, que destaca o carácter reflexivo e provocador do título. Segundo o apresentador, o romance desafia o leitor a revisitar conceitos enraizados e a questionar as dinâmicas culturais que moldam a identidade africana, num exercício literário que cruza tradição, espiritualidade e modernidade.
Figura incontornável das letras, da diplomacia e da vida política angolana, João Miranda construiu um percurso multifacetado ao longo de décadas. Nascido em 1953, na província do Bengo, é membro fundador de organizações como a União dos Jornalistas Angolanos (UJA), da Associação dos Juristas Angolanos (AJA) e da própria UEA, consolidando uma carreira marcada pela intervenção cívica e intelectual.
No campo literário, estreou-se em 1998 com a obra Nambuangongo, à qual se seguiram outros títulos de ficção, como Pethelo-a-Kuma e O Menino Inteligente e Hebu (2012). Mais recentemente, publicou Nova Evangelização, Precisa-se? (2021) e, em 2024, a autobiografia Percurso de um Combatente – Feitos e Testemunhos Principais, reafirmando a sua versatilidade enquanto autor.
Com este novo romance, o escritor retoma a ficção como espaço de criação e intervenção, numa altura em que a sociedade angolana e africana enfrenta profundas transformações culturais e espirituais. A organização do evento antevê um momento de forte adesão do público, marcado pelo diálogo entre escritores, académicos e leitores.
O lançamento de “Espiritualidade na Terra dos Marimandondo” surge, assim, não apenas como um acontecimento literário, mas como um convite à reflexão sobre os caminhos da espiritualidade e da identidade cultural africana no mundo contemporâneo.