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Brasil e Angola lançam projecto “Trilhas de Memória” para valorizar herança afro-atlântica

Brasil e Angola lançam projecto “Trilhas de Memória” para valorizar herança afro-atlântica
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O projecto “Trilhas de Memória: Rotas de Turismo Cultural de Angola; Rotas Transatlânticas” foi apresentado no sábado, 18 de Abril, no Brasil, numa iniciativa conjunta entre o Centro Cultural Casa de Angola na Bahia e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira. A proposta visa reforçar a valorização da memória histórica e cultural ligada às populações africanas deslocadas à força pelo tráfico transatlântico de escravizados, promovendo uma leitura mais ampla do seu impacto nas sociedades contemporâneas.

A apresentação decorreu num ambiente de reflexão académica e cultural, reunindo diferentes actores ligados à preservação da memória afrodescendente. O encontro destacou a importância de construir pontes entre África e a diáspora, através de iniciativas que permitam resgatar histórias frequentemente marginalizadas nos registos oficiais.

O evento contou com a presença de Luandino de Carvalho, adido cultural da Embaixada de Angola no Brasil e director do Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, e da coordenadora do projecto, a brasileira Samantha Buglione. Ambos destacaram o papel da cooperação cultural entre os dois países na preservação e divulgação de narrativas históricas comuns.

Durante o encontro, foi abordada a trajectória das populações africanas sequestradas das suas regiões de origem, muitas delas oriundas do actual território de Angola, e posteriormente dispersas por várias partes do mundo. O debate sublinhou o impacto humano, social e cultural desse processo ao longo dos séculos.

Os participantes destacaram ainda que estas experiências históricas, embora marcadas pela violência e deslocação forçada, desempenham um papel central na construção das identidades culturais nas Américas e na Europa. O projecto pretende, por isso, transformar essa memória em conhecimento acessível e em ferramenta de valorização cultural.

O projecto conta igualmente com a participação virtual do fotógrafo angolano Jessé Manuel, um dos co-coordenadores da iniciativa, e de Celestino Bastos, fundador da plataforma Biso. A equipa defende que a abordagem multidisciplinar permitirá reforçar a ligação entre arte, investigação e turismo cultural, contribuindo para a criação de rotas de memória entre Angola e o Brasil.

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Marcelino Vasconcelos

O projecto “Trilhas de Memória: Rotas de Turismo Cultural de Angola; Rotas Transatlânticas” foi apresentado no sábado, 18 de Abril, no Brasil, numa iniciativa conjunta entre o Centro Cultural Casa de Angola na Bahia e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira. A proposta visa reforçar a valorização da memória histórica e cultural ligada às populações africanas deslocadas à força pelo tráfico transatlântico de escravizados, promovendo uma leitura mais ampla do seu impacto nas sociedades contemporâneas.

A apresentação decorreu num ambiente de reflexão académica e cultural, reunindo diferentes actores ligados à preservação da memória afrodescendente. O encontro destacou a importância de construir pontes entre África e a diáspora, através de iniciativas que permitam resgatar histórias frequentemente marginalizadas nos registos oficiais.

O evento contou com a presença de Luandino de Carvalho, adido cultural da Embaixada de Angola no Brasil e director do Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, e da coordenadora do projecto, a brasileira Samantha Buglione. Ambos destacaram o papel da cooperação cultural entre os dois países na preservação e divulgação de narrativas históricas comuns.

Durante o encontro, foi abordada a trajectória das populações africanas sequestradas das suas regiões de origem, muitas delas oriundas do actual território de Angola, e posteriormente dispersas por várias partes do mundo. O debate sublinhou o impacto humano, social e cultural desse processo ao longo dos séculos.

Os participantes destacaram ainda que estas experiências históricas, embora marcadas pela violência e deslocação forçada, desempenham um papel central na construção das identidades culturais nas Américas e na Europa. O projecto pretende, por isso, transformar essa memória em conhecimento acessível e em ferramenta de valorização cultural.

O projecto conta igualmente com a participação virtual do fotógrafo angolano Jessé Manuel, um dos co-coordenadores da iniciativa, e de Celestino Bastos, fundador da plataforma Biso. A equipa defende que a abordagem multidisciplinar permitirá reforçar a ligação entre arte, investigação e turismo cultural, contribuindo para a criação de rotas de memória entre Angola e o Brasil.

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