
Algumas empresas de origem chinesa e indiana a operar em Angola continuam a oferecer condições laborais precárias, com potenciais riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores, segundo alertou o especialista em segurança no trabalho José Fonseca.
As declarações foram feitas em Luanda, à margem do Fisso – Fórum Internacional de Segurança e Saúde Ocupacional 2026, promovido pela Intelegere Business School, onde o especialista partilhou a sua experiência no terreno, sustentando que, apesar de existirem excepções, muitas dessas empresas ainda não cumprem plenamente as normas exigidas.
De acordo com José Fonseca, higienista ocupacional e membro da Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO), uma parte significativa dessas organizações expõe trabalhadores a níveis de risco superiores ao recomendado, o que pode resultar em doenças profissionais ou acidentes de trabalho.
O especialista chama ainda a atenção para fragilidades no sistema de fiscalização. Embora a Inspecção Geral do Trabalho (IGT) seja o órgão responsável pela regulação da segurança, higiene e saúde no trabalho em Angola, considera que a actuação deve ser reforçada, sobretudo no acompanhamento directo dos ambientes laborais.
Outro ponto crítico apontado prende-se com a escassez de empresas certificadas na área da higiene ocupacional, considerada essencial para a prevenção de doenças profissionais. Actualmente, existem apenas duas entidades certificadas para esta função, um número que José Fonseca classifica como insuficiente face às necessidades do mercado.
“A higiene no trabalho é determinante porque actua na origem dos riscos. Sem medição adequada de factores como ruído, substâncias químicas ou agentes biológicos, torna-se difícil prevenir acidentes”, explicou, defendendo uma maior aposta nesta vertente em detrimento da abordagem exclusivamente centrada na saúde ocupacional.
Também presente no evento, o administrador da Intelegere Business School, Fernando Lumaca, sublinhou que Angola enfrenta um défice significativo de dados e de profissionais especializados na área, o que limita a eficácia das políticas de prevenção.
Para o responsável, é urgente reforçar a cultura de segurança nas organizações e alargar o debate para além dos sectores tradicionais, como o petrolífero e a construção civil, reconhecendo que todos os contextos de trabalho apresentam riscos que exigem atenção e medidas concretas.
Fonte:sapo.pt
Algumas empresas de origem chinesa e indiana a operar em Angola continuam a oferecer condições laborais precárias, com potenciais riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores, segundo alertou o especialista em segurança no trabalho José Fonseca.
As declarações foram feitas em Luanda, à margem do Fisso – Fórum Internacional de Segurança e Saúde Ocupacional 2026, promovido pela Intelegere Business School, onde o especialista partilhou a sua experiência no terreno, sustentando que, apesar de existirem excepções, muitas dessas empresas ainda não cumprem plenamente as normas exigidas.
De acordo com José Fonseca, higienista ocupacional e membro da Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO), uma parte significativa dessas organizações expõe trabalhadores a níveis de risco superiores ao recomendado, o que pode resultar em doenças profissionais ou acidentes de trabalho.
O especialista chama ainda a atenção para fragilidades no sistema de fiscalização. Embora a Inspecção Geral do Trabalho (IGT) seja o órgão responsável pela regulação da segurança, higiene e saúde no trabalho em Angola, considera que a actuação deve ser reforçada, sobretudo no acompanhamento directo dos ambientes laborais.
Outro ponto crítico apontado prende-se com a escassez de empresas certificadas na área da higiene ocupacional, considerada essencial para a prevenção de doenças profissionais. Actualmente, existem apenas duas entidades certificadas para esta função, um número que José Fonseca classifica como insuficiente face às necessidades do mercado.
“A higiene no trabalho é determinante porque actua na origem dos riscos. Sem medição adequada de factores como ruído, substâncias químicas ou agentes biológicos, torna-se difícil prevenir acidentes”, explicou, defendendo uma maior aposta nesta vertente em detrimento da abordagem exclusivamente centrada na saúde ocupacional.
Também presente no evento, o administrador da Intelegere Business School, Fernando Lumaca, sublinhou que Angola enfrenta um défice significativo de dados e de profissionais especializados na área, o que limita a eficácia das políticas de prevenção.
Para o responsável, é urgente reforçar a cultura de segurança nas organizações e alargar o debate para além dos sectores tradicionais, como o petrolífero e a construção civil, reconhecendo que todos os contextos de trabalho apresentam riscos que exigem atenção e medidas concretas.
Fonte:sapo.pt