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O Centro Cultural Kassemba Terra Preta acolheu, no passado dia 22, a estreia da curta-metragem SABELA, do realizador Leonardo Thomás, conhecido como Black Jesus. Num ambiente marcado pela proximidade com o público, a exibição revelou não apenas uma obra, mas um processo criativo fora do comum.
Longe dos ritmos tradicionais do cinema, o filme nasceu sob pressão. O roteiro foi concebido em poucas horas e as filmagens decorreram em apenas dois dias, um exercício intenso que exigiu foco absoluto da equipa. “Foi muito esgotante, mas a pressão tirou o melhor de nós”, afirmou o realizador durante a sessão de perguntas e respostas.
Essa urgência moldou também a linguagem do filme. Com formação na AFDA, na África do Sul, Leonardo Thomás optou por uma abordagem contida e centrada no essencial. A narrativa acompanha o luto da protagonista, explorado através de sessões com uma psicóloga, num registo íntimo que dispensa desvios narrativos e aposta na densidade emocional.
A limitação de tempo não comprometeu o rigor técnico. Pelo contrário, a obra evidencia um cuidado particular com o som e a trilha sonora, ambos desenvolvidos de raiz pela equipa, reforçando a identidade do projecto.
A escolha do Kassemba Terra Preta para a primeira exibição em Angola não foi aleatória. Ao levar a estreia para o Cassequel, o realizador sublinha a importância de aproximar o cinema de qualidade das comunidades locais, num gesto que combina simbolismo e estratégia.
No final, SABELA afirma-se como mais do que um exercício de produção rápida. É um sinal de maturidade criativa e um indicativo de que, mesmo com recursos limitados, o cinema angolano continua a reinventar-se com urgência, mas também com intenção.
O Centro Cultural Kassemba Terra Preta acolheu, no passado dia 22, a estreia da curta-metragem SABELA, do realizador Leonardo Thomás, conhecido como Black Jesus. Num ambiente marcado pela proximidade com o público, a exibição revelou não apenas uma obra, mas um processo criativo fora do comum.
Longe dos ritmos tradicionais do cinema, o filme nasceu sob pressão. O roteiro foi concebido em poucas horas e as filmagens decorreram em apenas dois dias, um exercício intenso que exigiu foco absoluto da equipa. “Foi muito esgotante, mas a pressão tirou o melhor de nós”, afirmou o realizador durante a sessão de perguntas e respostas.
Essa urgência moldou também a linguagem do filme. Com formação na AFDA, na África do Sul, Leonardo Thomás optou por uma abordagem contida e centrada no essencial. A narrativa acompanha o luto da protagonista, explorado através de sessões com uma psicóloga, num registo íntimo que dispensa desvios narrativos e aposta na densidade emocional.
A limitação de tempo não comprometeu o rigor técnico. Pelo contrário, a obra evidencia um cuidado particular com o som e a trilha sonora, ambos desenvolvidos de raiz pela equipa, reforçando a identidade do projecto.
A escolha do Kassemba Terra Preta para a primeira exibição em Angola não foi aleatória. Ao levar a estreia para o Cassequel, o realizador sublinha a importância de aproximar o cinema de qualidade das comunidades locais, num gesto que combina simbolismo e estratégia.
No final, SABELA afirma-se como mais do que um exercício de produção rápida. É um sinal de maturidade criativa e um indicativo de que, mesmo com recursos limitados, o cinema angolano continua a reinventar-se com urgência, mas também com intenção.