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Conheça a IA que troca o excesso de informação por resumos inteligentes

Conheça a IA que troca o excesso de informação por resumos inteligentes
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Uma nova proposta tecnológica quer mudar a forma como consumimos informação online. A startup Noscroll lançou um agente de inteligência artificial capaz de vasculhar redes sociais, sites de notícias e outras fontes digitais, entregando apenas o que realmente importa ao utilizador sem a necessidade de percorrer feeds intermináveis.

A ideia nasceu da experiência pessoal de Nadav Hollander, antigo CTO da OpenSea, que descreve a sua relação com a rede X como simultaneamente útil e desgastante. Entre o valor informativo e o excesso tóxico de conteúdo, surgiu a necessidade de um filtro mais inteligente, algo que permitisse acompanhar a actualidade sem o desgaste mental associado ao consumo contínuo.

Segundo o próprio, em declarações ao TechCrunch, o objectivo é simples: substituir o “ruído” por “sinais”. Na prática, o utilizador define os temas que deseja acompanhar e também aquilo que prefere evitar enquanto o sistema trata de recolher, analisar e resumir as informações mais relevantes.

O funcionamento assenta numa combinação de modelos de IA que percorrem múltiplas fontes, desde redes sociais a blogs, plataformas como Reddit e Hacker News, além de conteúdos mais especializados, como artigos científicos ou boletins informativos. O resultado chega ao utilizador em forma de mensagens, com resumos acompanhados de links para leitura completa.

Há também um elemento adaptativo: com o tempo, o sistema aprende as preferências do utilizador e ajusta a selecção de conteúdos, tornando-se progressivamente mais preciso. Além disso, o bot consegue identificar acontecimentos urgentes e enviar alertas imediatos quando algo relevante ocorre.

Embora o conceito possa parecer particularmente útil para profissionais que dependem de informação constante como jornalistas ou analistas, a utilização tem-se revelado mais ampla. Há quem use a ferramenta para seguir nichos específicos, desde tendências culturais até oportunidades de emprego ou acontecimentos locais.

O serviço está disponível mediante subscrição mensal, com um período experimental gratuito. Ainda assim, o seu verdadeiro teste será provar que consegue equilibrar conveniência e curadoria sem cair num problema recorrente da inteligência artificial: a filtragem excessiva que, por vezes, limita a diversidade informativa.

Num tempo em que estar informado implica, muitas vezes, estar saturado, a Noscroll aposta numa promessa sedutora, menos consumo, mais consciência. Resta saber se o público está disposto a delegar à máquina algo tão sensível quanto a escolha do que merece a sua atenção.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

Uma nova proposta tecnológica quer mudar a forma como consumimos informação online. A startup Noscroll lançou um agente de inteligência artificial capaz de vasculhar redes sociais, sites de notícias e outras fontes digitais, entregando apenas o que realmente importa ao utilizador sem a necessidade de percorrer feeds intermináveis.

A ideia nasceu da experiência pessoal de Nadav Hollander, antigo CTO da OpenSea, que descreve a sua relação com a rede X como simultaneamente útil e desgastante. Entre o valor informativo e o excesso tóxico de conteúdo, surgiu a necessidade de um filtro mais inteligente, algo que permitisse acompanhar a actualidade sem o desgaste mental associado ao consumo contínuo.

Segundo o próprio, em declarações ao TechCrunch, o objectivo é simples: substituir o “ruído” por “sinais”. Na prática, o utilizador define os temas que deseja acompanhar e também aquilo que prefere evitar enquanto o sistema trata de recolher, analisar e resumir as informações mais relevantes.

O funcionamento assenta numa combinação de modelos de IA que percorrem múltiplas fontes, desde redes sociais a blogs, plataformas como Reddit e Hacker News, além de conteúdos mais especializados, como artigos científicos ou boletins informativos. O resultado chega ao utilizador em forma de mensagens, com resumos acompanhados de links para leitura completa.

Há também um elemento adaptativo: com o tempo, o sistema aprende as preferências do utilizador e ajusta a selecção de conteúdos, tornando-se progressivamente mais preciso. Além disso, o bot consegue identificar acontecimentos urgentes e enviar alertas imediatos quando algo relevante ocorre.

Embora o conceito possa parecer particularmente útil para profissionais que dependem de informação constante como jornalistas ou analistas, a utilização tem-se revelado mais ampla. Há quem use a ferramenta para seguir nichos específicos, desde tendências culturais até oportunidades de emprego ou acontecimentos locais.

O serviço está disponível mediante subscrição mensal, com um período experimental gratuito. Ainda assim, o seu verdadeiro teste será provar que consegue equilibrar conveniência e curadoria sem cair num problema recorrente da inteligência artificial: a filtragem excessiva que, por vezes, limita a diversidade informativa.

Num tempo em que estar informado implica, muitas vezes, estar saturado, a Noscroll aposta numa promessa sedutora, menos consumo, mais consciência. Resta saber se o público está disposto a delegar à máquina algo tão sensível quanto a escolha do que merece a sua atenção.

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