
Hoje, Angola celebra mais um aniversário do Dia da Paz, assinalado a 4 de Abril, data histórica que marcou o fim de décadas de conflito armado com a assinatura do Acordo de Paz de Luena entre o Governo e a UNITA. Este dia continua a ser lembrado não apenas como símbolo de reconciliação, mas como momento de reflexão sobre os desafios superados e os caminhos que ainda restam percorrer.
No movimentado bairro do Benfica, Mundial, os sinais da paz estão presentes em cada esquina. As ruas, mercados e praças fervilham de vida, mostrando que a normalidade e a esperança conquistadas ao longo dos anos transformaram o dia-a-dia das pessoas.
Sentada à sombra de uma banca de frutas no centro do Mundial, Maria Domingas, 54 anos, recorda com emoção os anos difíceis da guerra. “Naquele tempo, a vida era muito dura. Havia fome, medo e incerteza todos os dias. Hoje, graças a Deus, tenho paz. Posso vender tranquila, cuidar dos meus filhos e até pensar no futuro dos meus netos”, disse, emocionada, enquanto organizava os produtos na sua banca.
Perto dali, o taxista António Manuel, 38 anos, que cresceu durante a transição entre guerra e paz, destaca que a estabilidade conquistada precisa ser acompanhada de melhorias concretas na vida da população. “A paz trouxe liberdade de circulação e mais oportunidades de negócio. Mas ainda sentimos dificuldades no dia-a-dia. O custo de vida está alto, há poucos empregos. A paz não é só ausência de guerra, é também ter dignidade para viver”, explicou, enquanto aguardava passageiros na movimentada placa do bairro.
Os jovens também assumem um papel de preservação da memória e de responsabilidade histórica. Carla Silva, estudante universitária de 21 anos, comentou: “Não vivi a guerra, mas cresci ouvindo histórias duras dos meus pais. Isso faz-me valorizar ainda mais a paz que temos hoje. Nós, jovens, temos a missão de promover diálogo e união para evitar novos conflitos.”
No Benfica, o pedreiro José Tavares observa as transformações urbanas e sociais ocorridas ao longo dos anos. “Depois da guerra, começaram a surgir escolas, hospitais e estradas. Ainda há bairros que precisam de atenção, mas já se vê progresso. Hoje podemos trabalhar e sonhar com uma vida melhor”, afirmou.
A Organização das Nações Unidas reconhece Angola como exemplo de reconstrução pós-conflito em África, mas alerta que é necessário continuar a investir em políticas públicas que promovam desenvolvimento sustentável, diversificação económica e redução das desigualdades sociais.
Nas ruas do Benfica, o sentimento é unânime: a paz é a maior conquista do povo angolano. Para muitos moradores, é um bem precioso que exige responsabilidade colectiva. Suzana Paula, vendedora ambulante, resumiu: “Podemos enfrentar dificuldades, mas temos paz. E isso é o mais importante. Sem paz, não há vida.”
O 4 de Abril, mais do que uma celebração, reafirma o compromisso da população e das instituições com a estabilidade, a unidade e a construção de um futuro mais justo e próspero para todos, especialmente nos bairros que carregam a memória de tempos difíceis, como o Benfica, Mundial.
Hoje, Angola celebra mais um aniversário do Dia da Paz, assinalado a 4 de Abril, data histórica que marcou o fim de décadas de conflito armado com a assinatura do Acordo de Paz de Luena entre o Governo e a UNITA. Este dia continua a ser lembrado não apenas como símbolo de reconciliação, mas como momento de reflexão sobre os desafios superados e os caminhos que ainda restam percorrer.
No movimentado bairro do Benfica, Mundial, os sinais da paz estão presentes em cada esquina. As ruas, mercados e praças fervilham de vida, mostrando que a normalidade e a esperança conquistadas ao longo dos anos transformaram o dia-a-dia das pessoas.
Sentada à sombra de uma banca de frutas no centro do Mundial, Maria Domingas, 54 anos, recorda com emoção os anos difíceis da guerra. “Naquele tempo, a vida era muito dura. Havia fome, medo e incerteza todos os dias. Hoje, graças a Deus, tenho paz. Posso vender tranquila, cuidar dos meus filhos e até pensar no futuro dos meus netos”, disse, emocionada, enquanto organizava os produtos na sua banca.
Perto dali, o taxista António Manuel, 38 anos, que cresceu durante a transição entre guerra e paz, destaca que a estabilidade conquistada precisa ser acompanhada de melhorias concretas na vida da população. “A paz trouxe liberdade de circulação e mais oportunidades de negócio. Mas ainda sentimos dificuldades no dia-a-dia. O custo de vida está alto, há poucos empregos. A paz não é só ausência de guerra, é também ter dignidade para viver”, explicou, enquanto aguardava passageiros na movimentada placa do bairro.
Os jovens também assumem um papel de preservação da memória e de responsabilidade histórica. Carla Silva, estudante universitária de 21 anos, comentou: “Não vivi a guerra, mas cresci ouvindo histórias duras dos meus pais. Isso faz-me valorizar ainda mais a paz que temos hoje. Nós, jovens, temos a missão de promover diálogo e união para evitar novos conflitos.”
No Benfica, o pedreiro José Tavares observa as transformações urbanas e sociais ocorridas ao longo dos anos. “Depois da guerra, começaram a surgir escolas, hospitais e estradas. Ainda há bairros que precisam de atenção, mas já se vê progresso. Hoje podemos trabalhar e sonhar com uma vida melhor”, afirmou.
A Organização das Nações Unidas reconhece Angola como exemplo de reconstrução pós-conflito em África, mas alerta que é necessário continuar a investir em políticas públicas que promovam desenvolvimento sustentável, diversificação económica e redução das desigualdades sociais.
Nas ruas do Benfica, o sentimento é unânime: a paz é a maior conquista do povo angolano. Para muitos moradores, é um bem precioso que exige responsabilidade colectiva. Suzana Paula, vendedora ambulante, resumiu: “Podemos enfrentar dificuldades, mas temos paz. E isso é o mais importante. Sem paz, não há vida.”
O 4 de Abril, mais do que uma celebração, reafirma o compromisso da população e das instituições com a estabilidade, a unidade e a construção de um futuro mais justo e próspero para todos, especialmente nos bairros que carregam a memória de tempos difíceis, como o Benfica, Mundial.