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Angola realiza pela primeira vez cirurgia complexa de escoliose e abre nova esperança para jovens

Angola realiza pela primeira vez cirurgia complexa de escoliose e abre nova esperança para jovens
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A medicina angolana alcançou um marco histórico com a realização, nesta quarta-feira, 15 de Abril, da primeira cirurgia de correção de escoliose no país, um procedimento de elevada complexidade que abre novas perspetivas para o tratamento de deformidades da coluna vertebral em território nacional, tendo sido operada com sucesso uma jovem de 22 anos, em Luanda, que vivia há mais de uma década com uma deformidade severa e progressiva, até então sem resposta cirúrgica disponível no país, num avanço que reforça a capacidade técnica dos hospitais nacionais e reduz a dependência de evacuações médicas para o exterior.

A intervenção decorreu no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé” e é considerada um marco histórico, ao introduzir no país um tipo de cirurgia altamente especializada que, até agora, obrigava muitos pacientes a procurar tratamento fora do território nacional. A informação foi avançada pelo Ministério da Saúde, sublinhando o impacto desta conquista para o sistema de saúde.

O acto cirúrgico foi liderado pelo neurocirurgião angolano D’Jamel Kitumba, com o apoio do cirurgião brasileiro Dante Giubilei, numa parceria que reforça a cooperação internacional e a transferência de conhecimento técnico para profissionais nacionais.

Com uma duração aproximada de cinco horas, a intervenção consistiu na colocação de 18 parafusos nas vértebras da paciente para corrigir o desvio da coluna. O procedimento decorreu sem intercorrências, abrindo novas perspectivas para o tratamento de casos semelhantes no país, sobretudo entre jovens que enfrentam limitações físicas e psicológicas associadas à doença.

A Escoliose é uma condição que, além de provocar dor crónica, pode comprometer a mobilidade, afectar a autoestima e evoluir para quadros clínicos mais graves quando não tratada atempadamente. A realização desta cirurgia em território nacional representa, por isso, um passo decisivo na melhoria do acesso a cuidados especializados.

Equipado com tecnologia de ponta e equipas multidisciplinares altamente qualificadas, o Complexo “Pedalé” tem vindo a afirmar-se como um centro de excelência, com capacidade para realizar intervenções avançadas em áreas como neurocirurgia, neurorradiologia de intervenção, oncologia cirúrgica e tratamento do AVC agudo.

É neste contexto de modernização do sector que arranca o Programa de Cirurgias de Escoliose em Angola, uma iniciativa inovadora que visa tratar deformidades graves da coluna, com especial enfoque em adolescentes e jovens. A expectativa é reduzir a necessidade de evacuações médicas e garantir tratamento digno e especializado dentro do país, reforçando a autonomia do sistema nacional de saúde.

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Marcelino Vasconcelos

A medicina angolana alcançou um marco histórico com a realização, nesta quarta-feira, 15 de Abril, da primeira cirurgia de correção de escoliose no país, um procedimento de elevada complexidade que abre novas perspetivas para o tratamento de deformidades da coluna vertebral em território nacional, tendo sido operada com sucesso uma jovem de 22 anos, em Luanda, que vivia há mais de uma década com uma deformidade severa e progressiva, até então sem resposta cirúrgica disponível no país, num avanço que reforça a capacidade técnica dos hospitais nacionais e reduz a dependência de evacuações médicas para o exterior.

A intervenção decorreu no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé” e é considerada um marco histórico, ao introduzir no país um tipo de cirurgia altamente especializada que, até agora, obrigava muitos pacientes a procurar tratamento fora do território nacional. A informação foi avançada pelo Ministério da Saúde, sublinhando o impacto desta conquista para o sistema de saúde.

O acto cirúrgico foi liderado pelo neurocirurgião angolano D’Jamel Kitumba, com o apoio do cirurgião brasileiro Dante Giubilei, numa parceria que reforça a cooperação internacional e a transferência de conhecimento técnico para profissionais nacionais.

Com uma duração aproximada de cinco horas, a intervenção consistiu na colocação de 18 parafusos nas vértebras da paciente para corrigir o desvio da coluna. O procedimento decorreu sem intercorrências, abrindo novas perspectivas para o tratamento de casos semelhantes no país, sobretudo entre jovens que enfrentam limitações físicas e psicológicas associadas à doença.

A Escoliose é uma condição que, além de provocar dor crónica, pode comprometer a mobilidade, afectar a autoestima e evoluir para quadros clínicos mais graves quando não tratada atempadamente. A realização desta cirurgia em território nacional representa, por isso, um passo decisivo na melhoria do acesso a cuidados especializados.

Equipado com tecnologia de ponta e equipas multidisciplinares altamente qualificadas, o Complexo “Pedalé” tem vindo a afirmar-se como um centro de excelência, com capacidade para realizar intervenções avançadas em áreas como neurocirurgia, neurorradiologia de intervenção, oncologia cirúrgica e tratamento do AVC agudo.

É neste contexto de modernização do sector que arranca o Programa de Cirurgias de Escoliose em Angola, uma iniciativa inovadora que visa tratar deformidades graves da coluna, com especial enfoque em adolescentes e jovens. A expectativa é reduzir a necessidade de evacuações médicas e garantir tratamento digno e especializado dentro do país, reforçando a autonomia do sistema nacional de saúde.

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