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Raiva continua a matar em Angola e tratamento chega aos 500 dólares

Raiva continua a matar em Angola e tratamento chega aos 500 dólares
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A raiva continua a ser uma sentença silenciosa em Angola. Todos os anos, cidadãos mordidos por animais não vacinados enfrentam não apenas o risco de morte, mas também o peso de um tratamento caro e, muitas vezes, tardio.

De acordo com a coordenação do Programa de Vacinação em Luanda, a imunização humana após exposição ao vírus pode atingir cerca de 500 dólares por pessoa, um encargo significativo para o Estado, sobretudo por depender da importação de vacinas.

Num país onde a doença permanece praticamente 100% fatal após o surgimento dos sintomas, o tempo torna-se o factor mais decisivo entre a vida e a morte. Ainda assim, muitos casos chegam às unidades hospitalares fora do período recomendado, reduzindo drasticamente as hipóteses de sobrevivência.

Entre as principais causas apontadas pelas autoridades estão o incumprimento da vacinação animal e o descuido de alguns proprietários, que negligenciam a imunização dos seus cães e gatos. A combinação entre desinformação, negligência e acesso tardio aos serviços de saúde continua a alimentar o ciclo da doença.

Dados recentes indicam que, só em 2023, foram registados centenas de óbitos por raiva em Angola, revelando um cenário preocupante e persistente.

Mais do que um problema de saúde pública, a raiva expõe fragilidades estruturais: dependência externa de vacinas, falta de prevenção comunitária e uma resposta ainda insuficiente à escala do problema.

Num contexto em que uma simples mordida pode transformar-se numa condenação, a prevenção deixa de ser uma escolha, torna-se uma urgência nacional.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

A raiva continua a ser uma sentença silenciosa em Angola. Todos os anos, cidadãos mordidos por animais não vacinados enfrentam não apenas o risco de morte, mas também o peso de um tratamento caro e, muitas vezes, tardio.

De acordo com a coordenação do Programa de Vacinação em Luanda, a imunização humana após exposição ao vírus pode atingir cerca de 500 dólares por pessoa, um encargo significativo para o Estado, sobretudo por depender da importação de vacinas.

Num país onde a doença permanece praticamente 100% fatal após o surgimento dos sintomas, o tempo torna-se o factor mais decisivo entre a vida e a morte. Ainda assim, muitos casos chegam às unidades hospitalares fora do período recomendado, reduzindo drasticamente as hipóteses de sobrevivência.

Entre as principais causas apontadas pelas autoridades estão o incumprimento da vacinação animal e o descuido de alguns proprietários, que negligenciam a imunização dos seus cães e gatos. A combinação entre desinformação, negligência e acesso tardio aos serviços de saúde continua a alimentar o ciclo da doença.

Dados recentes indicam que, só em 2023, foram registados centenas de óbitos por raiva em Angola, revelando um cenário preocupante e persistente.

Mais do que um problema de saúde pública, a raiva expõe fragilidades estruturais: dependência externa de vacinas, falta de prevenção comunitária e uma resposta ainda insuficiente à escala do problema.

Num contexto em que uma simples mordida pode transformar-se numa condenação, a prevenção deixa de ser uma escolha, torna-se uma urgência nacional.

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