
A TotalEnergies anunciou a descoberta de novos hidrocarbonetos na licença Moho, ao largo da República do Congo, num momento em que o país intensifica esforços para alcançar a meta de 500 mil barris diários de produção. A operação, liderada pela multinacional francesa, conta com a participação da Société Nationale des Pétroles du Congo (SNPC) e da Trident Energy, e teve como alvo a estrutura Moho G, inserida no complexo petrolífero de Moho.
A descoberta, que identificou uma coluna de hidrocarbonetos com cerca de 160 metros em reservatórios de boa qualidade, reforça o peso estratégico de uma região que já responde por mais de metade da produção petrolífera congolesa. Em conjunto com a anterior descoberta de Moho F, estima-se que os recursos recuperáveis possam atingir cerca de 100 mil milhões de barris, num potencial ainda por explorar plenamente.
A proximidade com infraestruturas já existentes surge como um dos principais trunfos do projecto. As unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga (FPSO) de Alima e Likouf, com capacidade combinada de 90 mil barris por dia, poderão acelerar a ligação e comercialização dos novos recursos, reduzindo custos e encurtando prazos operacionais.
A Câmara Africana de Energia destacou o papel das autoridades congolesas na criação de um ambiente favorável ao investimento, sublinhando a importância de políticas consistentes e de parcerias estáveis para atrair operadores internacionais. A estratégia do país parece, assim, menos centrada na descoberta de novas fronteiras e mais orientada para a maximização de activos já existentes.
Do lado da TotalEnergies, o anúncio surge alinhado com um plano de investimento que prevê mais de 500 milhões de dólares em 2025 para expandir o complexo Moho Nord. A aposta em infraestruturas já instaladas aponta para uma lógica de exploração mais eficiente e financeiramente sustentável, num contexto global em que a pressão sobre custos e rentabilidade é crescente.
Paralelamente, outras operadoras continuam a reforçar a sua presença no país. A Perenco lançou, em fevereiro de 2026, a plataforma Kombi 2, um investimento avaliado em 200 milhões de dólares, com o objectivo de explorar reservas adicionais estimadas em 10 milhões de barris no campo Kombi-Likalala-Libondo II. A nova infra-estrutura deverá suportar uma campanha de seis poços, prevista para este ano, contribuindo para a optimização da produção.
Apesar dos avanços, o cenário não está isento de riscos. A forte dependência do petróleo mantém o Congo exposto à volatilidade dos preços internacionais, ao mesmo tempo que levanta desafios ambientais e de diversificação económica. Ainda assim, as recentes descobertas mostram um país que procura extrair mais valor do que já conhece — e fazê-lo com maior rapidez e precisão.
A TotalEnergies anunciou a descoberta de novos hidrocarbonetos na licença Moho, ao largo da República do Congo, num momento em que o país intensifica esforços para alcançar a meta de 500 mil barris diários de produção. A operação, liderada pela multinacional francesa, conta com a participação da Société Nationale des Pétroles du Congo (SNPC) e da Trident Energy, e teve como alvo a estrutura Moho G, inserida no complexo petrolífero de Moho.
A descoberta, que identificou uma coluna de hidrocarbonetos com cerca de 160 metros em reservatórios de boa qualidade, reforça o peso estratégico de uma região que já responde por mais de metade da produção petrolífera congolesa. Em conjunto com a anterior descoberta de Moho F, estima-se que os recursos recuperáveis possam atingir cerca de 100 mil milhões de barris, num potencial ainda por explorar plenamente.
A proximidade com infraestruturas já existentes surge como um dos principais trunfos do projecto. As unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga (FPSO) de Alima e Likouf, com capacidade combinada de 90 mil barris por dia, poderão acelerar a ligação e comercialização dos novos recursos, reduzindo custos e encurtando prazos operacionais.
A Câmara Africana de Energia destacou o papel das autoridades congolesas na criação de um ambiente favorável ao investimento, sublinhando a importância de políticas consistentes e de parcerias estáveis para atrair operadores internacionais. A estratégia do país parece, assim, menos centrada na descoberta de novas fronteiras e mais orientada para a maximização de activos já existentes.
Do lado da TotalEnergies, o anúncio surge alinhado com um plano de investimento que prevê mais de 500 milhões de dólares em 2025 para expandir o complexo Moho Nord. A aposta em infraestruturas já instaladas aponta para uma lógica de exploração mais eficiente e financeiramente sustentável, num contexto global em que a pressão sobre custos e rentabilidade é crescente.
Paralelamente, outras operadoras continuam a reforçar a sua presença no país. A Perenco lançou, em fevereiro de 2026, a plataforma Kombi 2, um investimento avaliado em 200 milhões de dólares, com o objectivo de explorar reservas adicionais estimadas em 10 milhões de barris no campo Kombi-Likalala-Libondo II. A nova infra-estrutura deverá suportar uma campanha de seis poços, prevista para este ano, contribuindo para a optimização da produção.
Apesar dos avanços, o cenário não está isento de riscos. A forte dependência do petróleo mantém o Congo exposto à volatilidade dos preços internacionais, ao mesmo tempo que levanta desafios ambientais e de diversificação económica. Ainda assim, as recentes descobertas mostram um país que procura extrair mais valor do que já conhece — e fazê-lo com maior rapidez e precisão.