A cafeína é uma substância química natural, pertencente ao grupo das xantinas (substâncias alcalóides com efeito estimulante do sistema nervoso central). Ela é encontrada em várias plantas, sendo mais comumente associada ao café, chá, chocolate, guaraná e algumas bebidas energéticas.
É muito conhecida por aumentar a energia, melhorar o estado de alerta e reduzir a sensação de fadiga, e bloqueia temporariamente a acção de uma substância chamada adenosina no cérebro. A adenosina é um neurotransmissor que tem um efeito calmante e sedativo no sistema nervoso central. Ao bloquear a adenosina, a cafeína acaba por aumentar a actividade de outros neurotransmissores, como a dopamina e a norepinefrina, que estão envolvidos na regulação do humor, do foco e da vigilância.
Dentre os inúmeros benefícios do consumo do café, conhecem-se o efeito da cafeína e do ácido clorogénico (composto bioactivo do café) na melhoria da função hepática e da diabetes TII; melhoria da concentração e memória, efeitos neuroprotectores e prevenção de doenças neurodegenerativas como o Parkinson e o Alzeimer; melhoria da atenção e do humor, benefícios na função renal pelas propriedades diuréticas; e o efeito termogénico e melhoria do funcionamento intestinal por estimular o peristaltismo.
Conhecendo-se os inúmeros benefícios do consumo regular do café, há que considerar as diferentes reacções ao consumo desta substância para que se possa tirar o melhor proveito do seu consumo.
Algumas pessoas referem que ficam ansiosas e até têm dificuldades em dormir quando consomem café. Outras, no entanto, referem não sentir nenhum estímulo, e outras há que sentem sono logo após tomarem um cafezinho.
Estas diferentes reacções devem-se a alterações genéticas no gene que codifica a enzima que metaboliza a cafeína no fígado ou no gene que codifica a adenosina. Estas alterações chamam-se polimorfismo.
As pessoas com polimorfismo no gene CYP1A2 possuem variantes genéticas que resultam numa versão menos ou mais eficiente da enzima que metaboliza a cafeína, o que pode levar a uma metabolização mais lenta ou mais rápida da cafeína.
As pessoas com polimorfismo no gene ADORA2A, que é o gene relacionado com a codificação da adenosina no cérebro (substância que promove o relaxamento e a sonolência), podem ter maior sensibilidade aos efeitos relaxantes da adenosina não sendo tão afectadas pela cafeína em termos de aumento da energia e estado de alerta.
Pessoas que metabolizam lentamente a cafeína revelam-se mais sensíveis aos seus efeitos estimulantes, podendo ficar ansiosas, dormir mal e ficarem cansadas. Nestes casos, sugere-se um consumo moderado (1 café por dia), de preferência 1h30m após o acordar. Acrescentar cardamomo e noz-moscada ao café da manhã para digerir melhor o café e à noite preferir. Devem evitar o consumo de chás relaxantes, antes das actividades aeróbicas para evitar os efeitos de hiper-estimulação cardíaca e ansiedade.
As pessoas que sentem o efeito imediato, mas transitório da cafeina (os metabolizadores rápidos), bem como os que não referem qualquer reacção à cafeína (os que possuem polimorfismo no codificador de adenosina), devem manter mesmo assim o consumo moderado para evitarem os efeitos adversos na qualidade do sono.
Em ambas as situações o consumo controlado, especialmente antes de actividades cognitivas ou de força exigentes pode ser bastante benéfico.
A cafeína é uma substância química natural, pertencente ao grupo das xantinas (substâncias alcalóides com efeito estimulante do sistema nervoso central). Ela é encontrada em várias plantas, sendo mais comumente associada ao café, chá, chocolate, guaraná e algumas bebidas energéticas.
É muito conhecida por aumentar a energia, melhorar o estado de alerta e reduzir a sensação de fadiga, e bloqueia temporariamente a acção de uma substância chamada adenosina no cérebro. A adenosina é um neurotransmissor que tem um efeito calmante e sedativo no sistema nervoso central. Ao bloquear a adenosina, a cafeína acaba por aumentar a actividade de outros neurotransmissores, como a dopamina e a norepinefrina, que estão envolvidos na regulação do humor, do foco e da vigilância.
Dentre os inúmeros benefícios do consumo do café, conhecem-se o efeito da cafeína e do ácido clorogénico (composto bioactivo do café) na melhoria da função hepática e da diabetes TII; melhoria da concentração e memória, efeitos neuroprotectores e prevenção de doenças neurodegenerativas como o Parkinson e o Alzeimer; melhoria da atenção e do humor, benefícios na função renal pelas propriedades diuréticas; e o efeito termogénico e melhoria do funcionamento intestinal por estimular o peristaltismo.
Conhecendo-se os inúmeros benefícios do consumo regular do café, há que considerar as diferentes reacções ao consumo desta substância para que se possa tirar o melhor proveito do seu consumo.
Algumas pessoas referem que ficam ansiosas e até têm dificuldades em dormir quando consomem café. Outras, no entanto, referem não sentir nenhum estímulo, e outras há que sentem sono logo após tomarem um cafezinho.
Estas diferentes reacções devem-se a alterações genéticas no gene que codifica a enzima que metaboliza a cafeína no fígado ou no gene que codifica a adenosina. Estas alterações chamam-se polimorfismo.
As pessoas com polimorfismo no gene CYP1A2 possuem variantes genéticas que resultam numa versão menos ou mais eficiente da enzima que metaboliza a cafeína, o que pode levar a uma metabolização mais lenta ou mais rápida da cafeína.
As pessoas com polimorfismo no gene ADORA2A, que é o gene relacionado com a codificação da adenosina no cérebro (substância que promove o relaxamento e a sonolência), podem ter maior sensibilidade aos efeitos relaxantes da adenosina não sendo tão afectadas pela cafeína em termos de aumento da energia e estado de alerta.
Pessoas que metabolizam lentamente a cafeína revelam-se mais sensíveis aos seus efeitos estimulantes, podendo ficar ansiosas, dormir mal e ficarem cansadas. Nestes casos, sugere-se um consumo moderado (1 café por dia), de preferência 1h30m após o acordar. Acrescentar cardamomo e noz-moscada ao café da manhã para digerir melhor o café e à noite preferir. Devem evitar o consumo de chás relaxantes, antes das actividades aeróbicas para evitar os efeitos de hiper-estimulação cardíaca e ansiedade.
As pessoas que sentem o efeito imediato, mas transitório da cafeina (os metabolizadores rápidos), bem como os que não referem qualquer reacção à cafeína (os que possuem polimorfismo no codificador de adenosina), devem manter mesmo assim o consumo moderado para evitarem os efeitos adversos na qualidade do sono.
Em ambas as situações o consumo controlado, especialmente antes de actividades cognitivas ou de força exigentes pode ser bastante benéfico.