
O número de angolanos a viver em situação de pobreza extrema continua a crescer, colocando o país entre os mais afectados a nível global. Dados recentes indicam que Angola integra um grupo de 12 nações onde mais pessoas entram nesta condição do que aquelas que conseguem sair dela.
De acordo com a plataforma World Poverty Clock, principal fonte dos dados, mais de 11 milhões de cidadãos sobrevivem actualmente com menos de 2,15 dólares por dia, o equivalente a cerca de 31% da população nacional. Este cenário representa um aumento significativo face a 2016, quando o país registava cerca de 6,4 milhões de pessoas nesta situação. confira os dados aqui:
A evolução ao longo da última década revela uma tendência contínua de agravamento. Em apenas um ano, entre 2016 e 2017, o número de pessoas em pobreza extrema subiu de forma expressiva, iniciando uma trajectória de crescimento ininterrupto que se mantém até hoje.
Segundo dados analisados pelo Economia & Mercado, este agravamento não se limita à pobreza extrema. No conjunto geral, quase metade da população angolana enfrenta algum nível de pobreza, enquanto uma parcela ainda maior vive em condições de elevada vulnerabilidade social, evidenciando fragilidades estruturais profundas.
Outro dado preocupante prende-se com a distribuição geográfica: a esmagadora maioria dos casos de pobreza extrema está concentrada nas zonas rurais, onde o acesso a serviços básicos permanece limitado, ampliando desigualdades históricas.
As projecções apontam para um cenário ainda mais desafiante nos próximos anos. Caso a tendência se mantenha, o número de pessoas em pobreza extrema poderá continuar a aumentar até ao final da década, pressionando ainda mais os sistemas sociais e económicos do país.
Além de Angola, países como Haiti, Colômbia, Afeganistão, Venezuela, Nigéria e Sudão também constam na lista de nações onde o fenómeno se agrava, segundo a mesma plataforma internacional.
O retrato traçado pelos dados reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis, num contexto em que o crescimento económico, por si só, não tem sido suficiente para inverter a trajectória da pobreza no país.
O número de angolanos a viver em situação de pobreza extrema continua a crescer, colocando o país entre os mais afectados a nível global. Dados recentes indicam que Angola integra um grupo de 12 nações onde mais pessoas entram nesta condição do que aquelas que conseguem sair dela.
De acordo com a plataforma World Poverty Clock, principal fonte dos dados, mais de 11 milhões de cidadãos sobrevivem actualmente com menos de 2,15 dólares por dia, o equivalente a cerca de 31% da população nacional. Este cenário representa um aumento significativo face a 2016, quando o país registava cerca de 6,4 milhões de pessoas nesta situação. confira os dados aqui:
A evolução ao longo da última década revela uma tendência contínua de agravamento. Em apenas um ano, entre 2016 e 2017, o número de pessoas em pobreza extrema subiu de forma expressiva, iniciando uma trajectória de crescimento ininterrupto que se mantém até hoje.
Segundo dados analisados pelo Economia & Mercado, este agravamento não se limita à pobreza extrema. No conjunto geral, quase metade da população angolana enfrenta algum nível de pobreza, enquanto uma parcela ainda maior vive em condições de elevada vulnerabilidade social, evidenciando fragilidades estruturais profundas.
Outro dado preocupante prende-se com a distribuição geográfica: a esmagadora maioria dos casos de pobreza extrema está concentrada nas zonas rurais, onde o acesso a serviços básicos permanece limitado, ampliando desigualdades históricas.
As projecções apontam para um cenário ainda mais desafiante nos próximos anos. Caso a tendência se mantenha, o número de pessoas em pobreza extrema poderá continuar a aumentar até ao final da década, pressionando ainda mais os sistemas sociais e económicos do país.
Além de Angola, países como Haiti, Colômbia, Afeganistão, Venezuela, Nigéria e Sudão também constam na lista de nações onde o fenómeno se agrava, segundo a mesma plataforma internacional.
O retrato traçado pelos dados reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis, num contexto em que o crescimento económico, por si só, não tem sido suficiente para inverter a trajectória da pobreza no país.