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Bilhete de identidade no Gana já permite pagar e levantar dinheiro

Bilhete de identidade no Gana já permite pagar e levantar dinheiro
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O Gana está a dar um passo firme na convergência entre identidade e finanças ao transformar o seu bilhete de identidade nacional, o Ghana Card, numa ferramenta multifuncional com capacidade de pagamento global.

Emitido pela National Identification Authority (NIA), o documento foi inicialmente concebido como um sistema de identificação biométrica seguro, permitindo aos cidadãos aceder com maior facilidade a serviços essenciais como saúde, banca, educação e seguros. Agora, evolui para algo mais ambicioso: um cartão que também funciona como instrumento financeiro.

Com a nova funcionalidade, o Ghana Card passa a integrar a rede Visa, permitindo pagamentos em lojas, levantamentos em caixas automáticas e compras online em mais de 200 países. Na prática, o documento deixa de ser apenas um comprovativo de identidade para se tornar numa espécie de carteira digital física, reduzindo a necessidade de múltiplos cartões bancários.

A proposta assenta numa lógica de centralização: um único cartão que reúne identificação civil, potencial uso como documento de viagem em determinados contextos regionais — como no espaço da CEDEAO — e agora funções financeiras. Esta integração poderá facilitar a abertura de contas bancárias e ampliar o acesso ao sistema financeiro, sobretudo para cidadãos ainda fora da economia formal.

O Ghana Card já incorpora dados biométricos avançados, reforçando a segurança e autenticidade do sistema. Com a inclusão de pagamentos, o governo ganês procura acelerar a inclusão financeira e simplificar o quotidiano dos cidadãos, alinhando-se com uma tendência global em que identidade e transacções digitais caminham lado a lado.

Ainda assim, o avanço levanta questões relevantes. Especialistas apontam riscos ligados à protecção de dados, à cibersegurança e à robustez das infra-estruturas tecnológicas — factores decisivos para garantir a confiança dos utilizadores e a sustentabilidade do modelo.

Apesar dos desafios, o Gana posiciona-se como um dos países africanos mais avançados na adopção de soluções digitais integradas, podendo servir de referência para outras nações do continente. O Ghana Card deixa, assim, de ser apenas um documento: torna-se um símbolo de uma nova era, onde identidade e dinheiro começam a habitar o mesmo espaço.

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Veloso de Almeida

Repórter

Veloso estudou Comunicação Social no Instituto Superior Técnico de Angola (ISTA) e estagia como jornalista no portal ONgoma News.

O Gana está a dar um passo firme na convergência entre identidade e finanças ao transformar o seu bilhete de identidade nacional, o Ghana Card, numa ferramenta multifuncional com capacidade de pagamento global.

Emitido pela National Identification Authority (NIA), o documento foi inicialmente concebido como um sistema de identificação biométrica seguro, permitindo aos cidadãos aceder com maior facilidade a serviços essenciais como saúde, banca, educação e seguros. Agora, evolui para algo mais ambicioso: um cartão que também funciona como instrumento financeiro.

Com a nova funcionalidade, o Ghana Card passa a integrar a rede Visa, permitindo pagamentos em lojas, levantamentos em caixas automáticas e compras online em mais de 200 países. Na prática, o documento deixa de ser apenas um comprovativo de identidade para se tornar numa espécie de carteira digital física, reduzindo a necessidade de múltiplos cartões bancários.

A proposta assenta numa lógica de centralização: um único cartão que reúne identificação civil, potencial uso como documento de viagem em determinados contextos regionais — como no espaço da CEDEAO — e agora funções financeiras. Esta integração poderá facilitar a abertura de contas bancárias e ampliar o acesso ao sistema financeiro, sobretudo para cidadãos ainda fora da economia formal.

O Ghana Card já incorpora dados biométricos avançados, reforçando a segurança e autenticidade do sistema. Com a inclusão de pagamentos, o governo ganês procura acelerar a inclusão financeira e simplificar o quotidiano dos cidadãos, alinhando-se com uma tendência global em que identidade e transacções digitais caminham lado a lado.

Ainda assim, o avanço levanta questões relevantes. Especialistas apontam riscos ligados à protecção de dados, à cibersegurança e à robustez das infra-estruturas tecnológicas — factores decisivos para garantir a confiança dos utilizadores e a sustentabilidade do modelo.

Apesar dos desafios, o Gana posiciona-se como um dos países africanos mais avançados na adopção de soluções digitais integradas, podendo servir de referência para outras nações do continente. O Ghana Card deixa, assim, de ser apenas um documento: torna-se um símbolo de uma nova era, onde identidade e dinheiro começam a habitar o mesmo espaço.

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