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Ndaka Yo Wiñi: “Para continuarmos como bons e verdadeiros africanos, é necessária a prática dos valores, com base na nossa essência”

Ndaka Yo Wiñi: “Para continuarmos como bons e verdadeiros africanos, é necessária a prática dos valores, com base na nossa essência”
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O músico angolano Ndaka Yo Wiñi defendeu recentemente em Luanda que, “para continuarmos como bons e verdadeiros africanos, é necessária a prática dos valores, com base na nossa essência”, esclarecendo que a língua não é apenas uma ferramenta de comunicação, mas é, sobretudo, um grande instrumento para dinamizar a economia, o intercâmbio entre os povos e as estruturas políticas e sociais.

O artista, que falava durante a emissão do programa “Conversa à Sombra da Mulemba”, da Rádio Mais, apelava ao resgate dos valores ancestrais nas composições musicais, sobretudo as cantadas nas línguas nacionais, um depois de comemorado o Dia de África.

Ndaka Yo Wiñi disse que a música é oriunda da oralidade, da acção humana e do movimento, por isso tem na ancestralidade um valor divino e sagrado, e promete continuar a manter a matriz africana nas suas canções.  

“As línguas nacionais devem fazer parte da nossa composição musical enquanto artistas, porque a música tem uma capacidade de educar, por ser uma arma de construção social, e as escolas não chegam perto”, declarou o cantor, continuando que tem a responsabilidade de investigar para confirmar e ter noção do que está a cantar.

“E as minhas investigações são predominadas por quatro elementos, nomeadamente, cantos, contos, provérbios e migração dos sotaques. As migrações dos sotaques permitem às pessoas serem tocadas, mesmo que não compreendam o que se canta”, referiu, citado pela Angop.

Ndaka Yo Wiñi considera-se um contribuinte cultural, etno-musical e dinamizador das sociedades, tendo observado que o que está em falta actualmente no continente africano “é a prática dos nossos valores em exercício diário”.

O também investigador cultural afirmou então que não se pode chegar à ancestralidade sem conseguir tocar outrem, porque jamais se fala da ancestralidade e da arte do ponto de vista etno-musical sem que se conheçam as origens, por isso, é preciso valorizar o futuro.

“O meu conceito sobre o futuro é o passado, porque na maior parte das vezes as pessoas regressam ao passado”, concluiu.

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Redacção

O músico angolano Ndaka Yo Wiñi defendeu recentemente em Luanda que, “para continuarmos como bons e verdadeiros africanos, é necessária a prática dos valores, com base na nossa essência”, esclarecendo que a língua não é apenas uma ferramenta de comunicação, mas é, sobretudo, um grande instrumento para dinamizar a economia, o intercâmbio entre os povos e as estruturas políticas e sociais.

O artista, que falava durante a emissão do programa “Conversa à Sombra da Mulemba”, da Rádio Mais, apelava ao resgate dos valores ancestrais nas composições musicais, sobretudo as cantadas nas línguas nacionais, um depois de comemorado o Dia de África.

Ndaka Yo Wiñi disse que a música é oriunda da oralidade, da acção humana e do movimento, por isso tem na ancestralidade um valor divino e sagrado, e promete continuar a manter a matriz africana nas suas canções.  

“As línguas nacionais devem fazer parte da nossa composição musical enquanto artistas, porque a música tem uma capacidade de educar, por ser uma arma de construção social, e as escolas não chegam perto”, declarou o cantor, continuando que tem a responsabilidade de investigar para confirmar e ter noção do que está a cantar.

“E as minhas investigações são predominadas por quatro elementos, nomeadamente, cantos, contos, provérbios e migração dos sotaques. As migrações dos sotaques permitem às pessoas serem tocadas, mesmo que não compreendam o que se canta”, referiu, citado pela Angop.

Ndaka Yo Wiñi considera-se um contribuinte cultural, etno-musical e dinamizador das sociedades, tendo observado que o que está em falta actualmente no continente africano “é a prática dos nossos valores em exercício diário”.

O também investigador cultural afirmou então que não se pode chegar à ancestralidade sem conseguir tocar outrem, porque jamais se fala da ancestralidade e da arte do ponto de vista etno-musical sem que se conheçam as origens, por isso, é preciso valorizar o futuro.

“O meu conceito sobre o futuro é o passado, porque na maior parte das vezes as pessoas regressam ao passado”, concluiu.

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