Actualidade
Economia

Corredor do Lobito reforça integração e dinamiza cooperação económica na África Austral

Corredor do Lobito reforça integração e dinamiza cooperação económica na África Austral
Foto por:
vídeo por:
DR

O embaixador da Zâmbia em Luanda, Elias Munshya, destacou, no domingo, 26 de Abril, o papel estratégico do Corredor do Lobito como motor do crescimento económico de Angola, da República Democrática do Congo e de toda a região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, defendendo mais investimentos em infra-estruturas para dinamizar o comércio e melhorar as condições de vida das populações.

Em entrevista ao Jornal de Angola, o diplomata sublinhou que o pleno funcionamento do corredor logístico permitirá transformar profundamente a dinâmica comercial ao longo da linha férrea, criando novas oportunidades para empresas, pequenos negócios e comunidades locais. Segundo Elias Munshya, trata-se de uma infra-estrutura com potencial para redefinir o fluxo de mercadorias na região.

O embaixador destacou que o Corredor do Lobito assume um papel determinante no transporte de minerais, sobretudo provenientes da Zâmbia e da RDC, mas frisou que a sua importância vai além da exportação de recursos naturais. Para o responsável, o projecto representa uma plataforma estratégica para o fortalecimento das trocas comerciais intra-africanas e para a diversificação económica.

Apesar do potencial, Elias Munshya alertou para a necessidade urgente de reforçar os investimentos em infra-estruturas ao longo do corredor, incluindo estradas, plataformas logísticas e serviços de apoio. No seu entender, sem essas melhorias estruturais, o impacto do projecto poderá ficar aquém das expectativas, limitando o crescimento económico da região.

O diplomata recordou ainda o compromisso dos Presidentes João Lourenço e Hakainde Hichilema em promover relações comerciais mais fortes entre países africanos. No entanto, reconheceu que a escassez de infra-estruturas continua a ser uma das principais barreiras ao desenvolvimento do comércio regional.

No plano económico, a Zâmbia prepara-se para aumentar significativamente a produção de cobre, com a meta de atingir níveis muito superiores aos actuais nos próximos anos, posicionando-se como um dos principais produtores mundiais. O objectivo passa por agregar valor ao minério, investindo na produção de cabos e baterias, e exportá-lo através do Corredor do Lobito para os mercados internacionais.

Paralelamente, o país aposta também na expansão agrícola, com metas ambiciosas para a produção de milho, e na criação de novas ligações ferroviárias e rodoviárias que integrem Angola, a Tanzânia e outras regiões da África Austral. Com o apoio de instituições como o Banco Mundial e a União Europeia, a Zâmbia pretende consolidar uma rede logística moderna e sustentável, capaz de impulsionar o comércio, a mobilidade e o desenvolvimento económico regional.

6galeria

Marcelino Vasconcelos

O embaixador da Zâmbia em Luanda, Elias Munshya, destacou, no domingo, 26 de Abril, o papel estratégico do Corredor do Lobito como motor do crescimento económico de Angola, da República Democrática do Congo e de toda a região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, defendendo mais investimentos em infra-estruturas para dinamizar o comércio e melhorar as condições de vida das populações.

Em entrevista ao Jornal de Angola, o diplomata sublinhou que o pleno funcionamento do corredor logístico permitirá transformar profundamente a dinâmica comercial ao longo da linha férrea, criando novas oportunidades para empresas, pequenos negócios e comunidades locais. Segundo Elias Munshya, trata-se de uma infra-estrutura com potencial para redefinir o fluxo de mercadorias na região.

O embaixador destacou que o Corredor do Lobito assume um papel determinante no transporte de minerais, sobretudo provenientes da Zâmbia e da RDC, mas frisou que a sua importância vai além da exportação de recursos naturais. Para o responsável, o projecto representa uma plataforma estratégica para o fortalecimento das trocas comerciais intra-africanas e para a diversificação económica.

Apesar do potencial, Elias Munshya alertou para a necessidade urgente de reforçar os investimentos em infra-estruturas ao longo do corredor, incluindo estradas, plataformas logísticas e serviços de apoio. No seu entender, sem essas melhorias estruturais, o impacto do projecto poderá ficar aquém das expectativas, limitando o crescimento económico da região.

O diplomata recordou ainda o compromisso dos Presidentes João Lourenço e Hakainde Hichilema em promover relações comerciais mais fortes entre países africanos. No entanto, reconheceu que a escassez de infra-estruturas continua a ser uma das principais barreiras ao desenvolvimento do comércio regional.

No plano económico, a Zâmbia prepara-se para aumentar significativamente a produção de cobre, com a meta de atingir níveis muito superiores aos actuais nos próximos anos, posicionando-se como um dos principais produtores mundiais. O objectivo passa por agregar valor ao minério, investindo na produção de cabos e baterias, e exportá-lo através do Corredor do Lobito para os mercados internacionais.

Paralelamente, o país aposta também na expansão agrícola, com metas ambiciosas para a produção de milho, e na criação de novas ligações ferroviárias e rodoviárias que integrem Angola, a Tanzânia e outras regiões da África Austral. Com o apoio de instituições como o Banco Mundial e a União Europeia, a Zâmbia pretende consolidar uma rede logística moderna e sustentável, capaz de impulsionar o comércio, a mobilidade e o desenvolvimento económico regional.

6galeria

Artigos relacionados

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form